Opinião: Varandas, temporada falhada

O fim prematuro do sonho europeu fez crescer ainda mais a onda de contestação à atual Direção, liderada por Francisco Varandas que continua debaixo de um ataque permanente por parte de uma franja considerável de sócios que inclusive, chumbou o Relatório e Contas de 2019/20 e o Orçamento de 2020/21, numa assembleia-geral com mais de três mil associados.

 Um grupo de simpatizantes, que alega ter mais de mil assinaturas, quer pedir uma assembleia-geral destituída do atual Executivo e solicitou ao atual líder da Mesa da Assembleia-Geral, Rogério Alves, um encontro na terça-feira, dia 6, para formalizar o pedido.

 O referido conjunto de adeptos, encabeçado por Rui Miguel Mestre, explicou através de comunicado, que o atual Executivo trabalhou na “inversão total do rumo que se encontrava a ser seguido” e que não “consegue unir” e que não o clube. “Com efeito, não pode haver justiça sem passar pela ´reintegração ´de pleno direito da condição de sócios de Bruno de Carvalho e de Alexandre Godinho”, lê-se no documento, que acusa a atual liderança de “falta de transparência”.

 A Juventude Leonina publicou um “post” a exigir a demissão do número 1 da SAD. A claque, que mantém um diferendo público com o presidente, antecipa uma nova época “miserável” e lembra que há 15 anos que o leão não era afastado tão cedo das provas europeias.

 A delicadeza do momento e a contestação é também admitida por Joaquim Baltazar Pinto líder do Conselho Fiscal. “É uma tristeza. Para mim. Que não estava por dentro, não sabia que ia encontrar isto. O Sporting não precisa de inimigos, matam-se todos uns aos outros, entre aspas, lá dentro. E não falo da Juventude Leonina. O Sporting é uma estrutura altamente complexa e só agora, ao fim de dois anos, é que me estou a aperceber disso. Nem sei oque se pode fazer ali. Enquanto no F.C. Porto e no Benfica estão todos unidos, há muita gente desejosa que o Sporting perca”, disse em declarações à Antena 1.

 Baltazar Pinto recusa, porém, o cenário de eleições antecipadas: “Só falta um ano e meio para haver eleições, por isso não faz sentido” diz, não vendo razões para a saída de Rúben Amorim do cargo de treinador. “Há uma conjuntura muito difícil, independentemente da contestação à direção, por causa da covid-19, até o treinador foi infetado. O Sporting não tinha capacidade física para defrontar o LASK Linz”, afirmou Baltazar ao nosso jornal.

Orlando Fernandes (Jornalista)

Menu