Opinião: ao nível dos melhores

Portugal regressou ao Stade de France para medir forças com a France e, apesar do nulo, ficou bem patente a capacidade da turma de Fernando Santos de se bater com os melhores.

Estiveram frente a frente campeão europeu e mundial, tendo o equilíbrio sido a nota dominante da partida. O selecionador português fez algumas alterações em relação ao particular coma Espanha, devolvendo ao 11 pesos pesados como Bernardo Silva, Danilo Pereira, Rúben Dias ou Bruno Fernandes além dos regressos de João Félix e William Carvalho e apesar das escassas oportunidades de golo, assistiu-se a uma exibição personalidade da formação lusa, com uma segurança defensiva notável perante um dos ataques mais temíveis do futebol mundial e com capacidade para intimar a espaços na frente.

 A liderança do grupo continua partilhada, mas há condições para levar a melhor sobre os gauleses.

Por outro lado, o fim-de-semana fica ainda marcado pela grande prestação da seleção Sub-21, uma das melhores de sempre no escalão e que deixa garantias para o futuro. Portugal tem hoje um lote brutal de jogadores selecionáveis no escalão sénior e nem se pode dizer que existe uma posição menos preenchida.

Há muito talento para várias posições e a maioria dos jogadores estão já num patamar competitivo bastante elevado. Nesse sentido, quando comparamos este elenco com anos ou décadas anteriores, a diferença é abissal e há razão para pensarmos que o triunfo em Paris, em 2016, poderá não ser um caso fortuito.

Portugal não deve nada às principais seleções do futebol mundial e mais jogadores de top estarão para surgir brevemente. Se Bernardo Silva, João Félix e Bruno Fernandes vão encantando na Europa, o mesmo se poderá dizer de Rúben Dias e Francisco Trincão, que chegaram agora aos colossos Manchester City e Barcelona, ou brevemente, de Pedro Neto, Vítor Ferreira, Florentino ou Nuno Mendes, rostos da atual seleção Sub-21, orientada por Rui Jorge e que, se cumprir o esperado na qualificação, irá estar presente no próximo europeu do escalão.

Deste modo, importa salienta o excelente trabalho das camadas jovens das seleções e, sobretudo, dos clubes, que continuam a produzir jogadores de qualidade em catadupa e quem apesar de nem sempre serem aproveitados pelos grandes clubes nacionais, fazem o seu caminho lá fora e aumentam a qualidade da seleção de ano para ano.

Orlando Fernandes (Jornalista)

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