Obrigado, Marco!

Antes de tudo, agradeço ao Desportivo Transmontano (DT) por este convite, que muito me honra.

Hoje, na minha primeira aparição enquanto cronista do DT, vou falar-vos de forma resumida como cheguei à função de Diretor de Comunicação do Grupo Desportivo de Chaves e a importância que alguém teve, e ainda tem, no meu percurso.

Há 25 anos, ainda em tenra idade, dei os primeiros passos nas lides radiofónicas. Na Rádio Montalegre, do concelho de onde sou natural, comecei por fazer intervenções nas tardes desportivas de domingo e nos programas desportivos. Pelo meio, colaborei com a Rádio Universidade do Marão e com a Rádio Voz do Marão, ambas de Vila Real, no âmbito do desporto regional. Confesso que, ao serviço destas 3 rádios, nunca fiz qualquer relato. Por essa altura, ouvia atentamente as rádios nacionais e regionais e fui colhendo ensinamentos aqui e ali, sem querer imitar ninguém.

Em 2000, quando ingressei no ensino superior, fui confrontado com a possibilidade de fazer os relatos dos jogos do GD Chaves, na Rádio Larouco. Rui de Castro Lopo e Branco Teixeira, flavienses sobejamente conhecidos, infelizmente já falecidos, reuniram comigo numa quinta-feira, onde lhes disse que fazer relatos era a minha praia (sem nunca ter feito nenhum!). No domingo seguinte já narrei o jogo dos transmontanos frente ao Freamunde! Onde quer que estejam, de certeza que já me perdoaram por lhes ter ocultado que nunca tinha feito qualquer relato na minha vida! Felizmente, gostaram do que ouviram. Admiraram a paixão com que me entreguei e ficaram surpreendidos com o conhecimento que demonstrei dos intervenientes. Foram 12 anos ininterruptos ao serviço da Rádio Larouco. Falhei apenas 1 jogo, precisamente no dia da minha queima das fitas! Por esta altura, foram surgindo diversos desafios de jornais e de uma TV da região, com quem colaborei com muito orgulho, casos dos extintos Semanário Transmontano e Alto Tâmega TV ou da Voz de Chaves que, felizmente, ainda existe.

Em 2012, de forma inesperada, mais um convite. E que convite! A Rádio Fundação, de Guimarães, achou que eu reunia o perfil indicado para fazer os relatos do Vitória SC e do Moreirense FC. Foram 4 anos intensos, de grande responsabilidade, nos quais senti que o meu trabalho era reconhecido. Fiz jogos da I Liga, Liga Europa e até uma final da Taça de Portugal. Ao mesmo tempo, colaborei esporadicamente com Antena 1 Madeira e com a Rádio Clube Aguiarense. Em 2016, um dia depois do Desportivo ter carimbado o regresso à I Liga do futebol português, recebi o desafio profissional mais tentador da minha vida: o Sr. Francisco Carvalho e a estrutura do clube e da SAD convidaram-me para ser o Diretor de Comunicação do GD Chaves. Em apenas 5 minutos, aceitei o repto que me foi lançado, deixando para trás um emprego como Técnico Superior à porta de casa e o “terminus” de um carreira de 16 anos enquanto relator desportivo.

Volvidos 5 anos, confesso que nunca me arrependi do rumo que escolhi. É certo que nem sempre foi fácil, mas este é um desafio aliciante e constante. Uma responsabilidade enorme, mas ao mesmo tempo apaixonante. Ser Diretor de Comunicação de um clube profissional, sobretudo na I Liga, nem sempre é fácil.

Quando as adversidades cruzaram o meu caminho houve alguém que, todos os dias que precisei, a qualquer hora, esteve sempre disponível para me ajudar a contornar os obstáculos. Falo de Marco Carvalho, atual Diretor-Geral do Rio Ave FC, antigo jornalista da Sport TV, ex-Diretor de Comunicação do SC Braga e do Rio Ave FC, que foi sempre o meu “anjo da guarda”! Pedir ajuda, conselhos e aprender com os melhores não é vergonha, é um orgulho!

Obrigado, Marco!

Sérgio Mota (Diretor comunicação do GD Chaves)

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