O Mercado

É certo que o Benfica contrariou a tendência europeia em 2020, investindo cerca de 100 milhões de euros em jogadores, mas o tempo atual não parece aberto a revoluções. Começando precisamente, pelas águias e estando assegurada a continuidade de Jorge Jesus no comando técnico, parece claro que existem várias posições a reforçar.

 O meio campo foi uma vez que nenhum dos centro campistas tinha as características ideias para formar a habitual dupla de JJ no miolo, ao posso que as laterais também, carecerão de melhorias.

 O regresso de André Almeida e a adaptação feliz de Diogo Gonçalves poderão amenizar a lacuna, mas parece óbvio que o mais recomendável seria investir na posição. De resto, em face da intermitência de Waldschmidt e Darwin e, apesar de Rodrigo Pinho estar assegurado, também, haverá espaço para a entrada de mais um avançado.

 Por outro lado, o Sporting quebrou o jejum e a principal meta da direção será manter o núcleo duro. Não será fácil, até porque a necessidade de vender se estende a todos os clubes portugueses e por isso, Nuno Mendes, Matheus Nunes, João Palhinha e Pedro Gonçalves estarão no radar da Europa.

 Há ainda a necessidade de colmatar a saída de cena de João Pereira, por forma a oferecer concorrência a Pedro Porro, e de encontrar uma solução mais válida para o lado direito do eixo defensivo, enquanto a continuidade de João Mário parece ser uma prioridade há muito estabelecida.

 Por último, o FC Porto promete mexer bastante. Os dragões partilham a necessidade de melhorar as laterais, poderão também, adquirir mais um central (Pepe e Marcano já são veteranos), e perante as possíveis saídas de Sérgio Oliveira e Corona, terão também, em mente investir no meio campo (Grujic também saiu) e alas, embora Pepê já tenha sido assegurado por 15 milhões de euros.

 Definida parece estar a frente de ataque e, sobretudo a manutenção de Sérgio Conceição ao leme

Orlando Fernandes (Jornalista)

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