Motores: à conversa com Sérgio Rego

Motores

Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano) esteve à conversa com o Sérgio Rego, piloto Armamar, Campeão Nacional de Supermoto.

Sérgio, faz-nos um resumo da tua ainda curta carreira desportiva?

Sérgio Rego (SR): Tudo começou com algumas corridas de motocross desde os meus 14 anos e mais tarde fui acompanhando o meu primo nesta modalidade, que também foi campeão nacional de supermoto. O gosto pela competição foi evoluindo até aos dias de hoje, onde o primeiro ano foi um ano de aprendizagem e evolução, e no ano seguinte acabei por lhe «roubar» o título.

O porquê de optares, pelo Campeonato de Supermoto?

SR: A Supermoto, é a fusão das minhas duas paixões, a velocidade e o motocross.

Seres campeão nacional em 2019, foi um sonho tornado realidade?

SR: Sim, claro. Foi um ano de muito esforço e dedicação e fazer pódio em todas as corridas revela o trabalho feito e o título merecido.

O que estava pensado para 2020, o que concretizaste e o que ficou por fazer?

SR: Este ano estava previsto realizar o Campeonato de Portugal e o Campeonato de Espanha, bem como duas provas do Mundial. Devido a toda esta situação pandémica que estamos a viver todas estas provas afetadas e apenas foi possível realizar o Campeonato Nacional, onde somos líderes isolados. A decisão do título vai ser feita no fim-de-semana de 21 e 22 deste mês no Pombal.

Está previsto para o futuro participações em outras modalidades?

SR: De momento não, óbvio que gostaria de participar em outras modalidades. Mas tudo se torna mais difícil quando és do Norte e as ajudas são menores. De qualquer das formas eu sou a prova de que no Norte também existem Campeões.

Onde gostavas de chegar, no motociclismo?

SR: Gostaria de realizar o Mundial de Supermoto completo. Deve ser uma experiência única e iria sentir-me bastante realizado.

Como nasceu o gosto pelas duas rodas?

SR: Desde pequeno, sinto que nasci com um bocado de gasolina dentro de mim. Sempre me lembro de estar rodeado pelo mundo das motas e da competição. Com 5 anos o meu pai comprou-me a minha primeira mota, que ainda tenho uma Yamaha PW50 para um dia dar aos meus filhos. E desde aí o gosto aumentou e nunca mais parei.

Quem é o teu ídolo?

SR: O meu primo Nuno Rego, desde pequeno que acompanho em todas as competições que entra, e foi com ele que adquiri o gosto pela Supermoto e com quem também aprendi tudo o que sei hoje. Estou-lhe muito grato por tudo o que fez e ainda hoje faz por mim.

Corridas de rua, já fizeste algumas, não és da opinião que se deveria investir mais na segurança dessas corridas? E o publico ali perto dá mais motivação?

SR: Sim, já fiz várias. Admito que é bastante perigoso e que se devia investir mais na segurança dessas provas. Mas apesar de tudo isso que tem de ser melhorado, essas corridas dão muito gosto de fazer porque tens muito público a torcer por ti o que te dá ainda mais adrenalina e mais vontade de vencer.

De todas as motas de competição que já conduziste a que te deixou melhores memórias e a que mais gostas?

SR: A Husqvarna FS450 com a qual ganhei o título no ano passado. Sem dúvida vai ficar na memoria.

Tens feito corridas no estrangeiro, há muita diferença no nível de preparação dos pilotos e das motas?

SR: Sim, tenho feito corridas em Espanha, onde o número de pilotos é muito maior, assim como o nível, o que faz com que a preparação dos pilotos seja maior e que os campeonatos sejam muito mais competitivos.

A tua pista favorita?

SR: Baltar, É uma pista perto de casa, com boas instalações, e com um traçado espetacular.

Gostavas de correr no circuito de Vila Real?

SR: Seria um sonho. Gostaria de correr tanto no circuito como no kartódromo. Tem um traçado fantástico, e a presença do publico iria tornar tudo ainda melhor.

E ilha de man? Um sonho, ou algo que não te passa pelos planos?

SR: Seria um sonho ir ver. Correr na Ilha de Man nuca me passou pela cabeça apesar de ser uma corrida espetacular, torna-se muito perigosa.

Qual foi, até agora, o teu adversário mais difícil?

SR: Nuno Pinto, é um piloto veterano e com bastante experiência. Um excelente colega fora de pista e um rival muito forte dentro.

Planos para 2021?

SR: Para já temos um projeto em mente, que seria algo revolucionário no nacional de supermoto. Mas é esperar para ver como tudo se desenrola. Entretanto espero continuar forte e renovar o título.

O teu pai é o teu maior apoiante. Consegues imaginar-te sem o apoio e a presença dele?

SR: O meu pai é o meu maior apoiante e também patrocinador principal, como costumo dizer é um patrocinador.  A presença dele é sem dúvida importante, porque me ajuda em tudo, e me apoia em todos os momentos sejam derrotas ou vitórias.

Queres deixar aqui os teus agradecimentos a alguém?

SR: Agradeço ao meu mentor Nuno Rego, ao meu pai, à minha namorada, à minha família e amigos, aos patrocinadores principais (Câmara Municipal de Armamar, HortoVerin, Pereiras&Almeida, MotoMarão) e a todos as pessoas que me apoiam.

Obrigado Nuno, por teres aceitado o convite para esta entrevista ao Desportivo TransmontanoDesejamos a melhor das sortes para a tua vida pessoal, profissional e desportiva.

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