Motores: à conversa com Rui Meireles

Motores

Rui Meireles, piloto do Peso da Régua, começou a sua carreira no ralis e provas de perícia, passando depois para a velocidade, onde participou no campeonato nacional de iniciados e em vários troféus monomarca, esteve à conversa com Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano).

Rui Meireles, faça-nos um resumo da sua carreira desportiva ?

Comecei a minha carreira desportiva nos ralis e provas de perícia. Fiz o Campeonato de iniciados de ralis com um Toyota Célica em 1982 e consegui um honroso 4° lugar à geral do campeonato em que participaram cerca de 100 pilotos.  Depois passei pela velocidade onde participei no campeonato Nacional de Iniciados, sendo Vice Campeão aos comandos de um Toyota Twin Cam 16 Válvulas.  A partir dai fiz várias Troféus Monomarca também sempre com bons resultados,( VW Polo G40, Toyota Corolla GTI,Honda Logo,Honda Type R) e também várias provas de resistência.

O que estava pensado para 2020?

Para 2020 estava pensado fazer o circuito de Vila Real, Rampa de Santa Marta de Penaguião e uma prova de resistência. 

A pandemia deu a volta aos planos?

Completamente. De tudo que estava planeado, só fiz o Rali de Mesão Frio de carro 00.

As provas de velocidade são as suas preferidas?

Sim.

Como foi a experiência das 24H nos Citroen C1?

Foi muito agradável, com pilotos muito rápidos. Correu muito bem até termos um problema com as jantes de roda que por fadiga começaram a partir, retirando-nos a forte possibilidade de vencer. Estávamos confortavelmente no comando quando o problema surgiu. 

Como nasceu o gosto pelo desporto automóvel?

Desde miúdo, a minha família estava ligada aos automóveis.  O meu pai e o meu tio também eram pilotos e foram eles os grandes impulsionadores para os meus sucessos neste desporto que amamos. 

A família Meireles tem já um longo historial no desporto automóvel. Está-lhe no sangue?

Claro que sim, completamente. A família Meireles continua presente e muito bem representa com os meus primos José Meireles e o Tiago Ribeiro.

Está previsto para o futuro participações em outras modalidades? Rampas, Rally ou outras?

O futuro passará sempre pela participação no Circuito de Vila Real. Também se conseguir apoios participar numa ou outra rampa e provas de resistência. 

Onde gostava de chegar, no desporto automóvel?

No desporto automóvel acho que consegui atingir até mais do que algum dia tinha imaginado. Resta-me desfrutar o prazer de conduzir nas provas em que participo.

O Rui faz sempre questão de participar no Circuito de Vila Real. Uma questão de marketing para a sua empresa, ou é mesmo o gosto de fazer esta prova? 

É mesmo o gosto de participar no circuito, pois é  aqui que resido e trabalho. Também é aqui que estão os nossos familiares, patrocinadores principais e amigos a dar-nos apoio e força. 

Quem é o seu ídolo?

Tenho três, o meu  Pai, o meu tio Zé António e o eterno Ayrton Senna.

Qual a solução que dava para um campeonato nacional de velocidade de sucesso?

Penso que a solução para um campeonato com sucesso passará pelo maior envolvimento das empresas importadoras de automóveis. Era bom voltarem a incentivar os jovens pilotos.  Para isso é  necessário novos projectos com preços de baixo custo das viaturas a participar nas provas bem como prémios de participação nas mesmas. Quando iniciei as minhas participações na Velocidade isso acontecia com várias marcas. Infelizmente com o decorrer dos anos tudo acabou.

De tudo o que já conduziu qual a viatura o que lhe deixa mais saudades e melhores recordações?

É difícil esta questão. Gostei muito do Seat Leon que conduzi no circuito de Vila Real.  A melhor recordação sem dúvida a vitória em Vila do Conde no Troféu Honda.

A sua pista favorita?

Sem dúvida o Circuito Internacional de Vila Real

Como é correr em Vila Real?

É  algo inexplicável, é simplesmente fantástico.

Qual foi, até agora, o seu adversário mais difícil?

Na velocidade e porque temos excelentes pilotos são todos.

Quer deixar os seus agradecimentos a alguém?

Quero agradecer à minha família e amigos que sempre me apoiaram. Claro que também aos Patrocinadores, sem eles não  seria possível o meu envolvimento neste desporto que tanto AMO. O meu agradecimento também ao Desportivo Transmontano. 

Obrigado Rui Meireles, por ter aceitado o convite para esta entrevista ao Desportivo Transmontano. Desejamos a melhor das sortes para a sua vida pessoal, profissional e desportiva.

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