Motores: à conversa com Nuno Pinto

Motores

O piloto do Peso da Régua, que compete no Campeonato Portugal de Montanha, esteve à conversa com o Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano).

Nuno, faz-nos um resumo da tua ainda curta carreira desportiva?

Nuno Pinto (NP): Comecei a minha curta carreira na nossa rampa de Santa Marta de Penaguião como carro 0 que adorei desde a primeira hora e depois com a ajuda dos meus amigos e “manos” Nuno e João Guimarães e é a eles que tenho que agradecer desde o primeiro dia. Disseram-me porque não te juntas a nós e começas a fazer algumas provas connosco e assim foi até hoje.

O porquê de optares, nos últimos tempos, pelo Campeonato Portugal de Montanha?

NP: Porque gosto muito do carro que conduzo e tenho lá o João e o Nuno Guimarães. O Mazda mx5 dá um grande gozo de conduzir com as atravessadelas, que ele me proporciona em cada subida e é um tração traseira que adoro. Cada subida é sempre um novo desafio.

A lesão que te tem impedido de participar, está curada ou nem por isso?

NP: Como é sabido pelos que me conhecem e me seguem, foram duas intervenções cirúrgicas que me deixaram bastante preocupado mesmo até para a minha vida profissional, mas que agora posso dizer que aparentemente está curada a lesão. Estou um pouco curioso para perceber se estou apto para poder voltar a correr, mas tudo a seu tempo.

O que estava pensado para 2020, o que concretizaste e o que ficou por fazer?

NP: O que estava pensado era fazer o campeonato em 2020 se não tivesse sido operado 2ª vez. Uma vez que fui operado e atendendo à situação que nós todos estamos a atravessar optei mesmo por parar e curar a lesão. Prefiro voltar a apostar para a época de 2021, se esta situação se modificar, pois espero que fiquemos todos bem.

Está previsto para o futuro participações em outras modalidades? Velocidade, Rally ou outras?

NP; Sim, já falamos várias vezes, eu e os meus “manos”. Ainda este ano fui navegador do João Guimarães no rally de Mesão Frio, que adorei a experiência. Espero voltar a fazer outras modalidades.

Onde gostavas de chegar, no desporto automóvel?

NP: Sinceramente gostava de um dia fazer as 24 horas de Le Mans. Se calhar estou a pedir muito, mas um dia quem sabe.

Como nasceu o gosto pelo desporto automóvel?

NP: Foi  no ano de 1996 que fui convidado pela Berta Batista filha do atual presidente do “Targa Clube”,  o senhor Fernando Batista, numa prova do nacional, mais propriamente no rally Casino da Póvoa onde perguntaram se gostava de ajudar e disse que sim. Achei curioso, que para os pilotos poderem andar na estrada em segurança e toda aquela máquina funcionar a quantidade de burocracias que  é preciso fazer para assim tudo estar apto a funcionar.

DT: Quem é o teu ídolo?

NP: O Arton Senna.

O Mazda Mx5 com que participas no CPM é um dos carros mais bonitos do pelotão, tens essa noção e esse feedback de quem te visita nas BOX?

NP: Sim tenho essa noção e o feedback é muito bom. Adoram o barulhinho do carro a passar. É um Ícone do campeonato Portugal de montanha, tenho essa noção. E gostam do carro, tiram muitas fotografias; pedem-mo para algumas exposições.

A tua rampa favorita, ou pista favorita?

NP: A minha rampa favorita é Santa Marta de Penaguião, pois estou a correr em casa e a parte final da rampa quando passamos entre muros é fantástico.

Gostavas de correr em Vila Real ?

NP: Sim gostava de perceber realmente como é correr num circuito citadino.

Qual foi, até agora, o teu adversário mais difícil?

NP: Acho que não tenho. O mais difícil é mesmo o carro ahahahah. Quando estou em prova tentamos fazer sempre melhor e nem sempre corre bem, ás vezes umas provas correm melhor outras menos bem, mas o principal  é poder sempre participar isso é que é o importante.

Planos para 2021?

NP: Poder voltar a fazer o campeonato Portugal de montanha e se for possível fazer algumas provas extras. Por exemplo se eu este ano não tivesse tido a lesão que tive também me convidaram para fazer o trofeú C1, vamos ver como tudo vai  correr.

O teu filho Tomás, já começou a dar os primeiros passos. Quem o vê e o segue de perto diz que tem mais jeito que o pai. O que sentes quando ouves isso?

NP: Sim é verdade tem mais jeito que eu e reconheço, pois teve a sorte até de começar bem mais cedo do que eu. Sinto um grande orgulho no meu filho que tenho e como ele se comporta fora e dentro de pista, que continue sempre assim com esta forma de estar na vida.

Um orgulho ou uma preocupação vê-lo em pista?

NP: É um grande orgulho vê-lo em pista e competir com alguns pilotos já consagrados no desporto nacional ao mesmo tempo uma preocupação, sei que ele é cauteloso mas tudo pode acontecer.

Queres deixar aqui os teus agradecimentos a alguém?

NP: Sim gostava de agradecer a todos os meus patrocinadores porque sem eles nada é possível. Quero deixar um palavra de força para todos os meus patrocinadores por este momento que estamos a atravessar e que todos juntos vamos conseguir superar e gostava de agradecer também ao meu amigo Telmo Augusto que desde o primeiro dia me dizia “traz o miúdo que nós tomamos conta dele, fica descansado”. E comprovou-se na 1º prova, pois o ambiente nas provas que organiza é espetacular e o meu filho Tomás adora participar.

Obrigado Nuno, por teres aceitado o convite para esta entrevista ao Desportivo Transmontano. Desejamos a melhor das sortes para a tua vida pessoal, profissional e desportiva.

Fotos: KiNSE




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