Motores: à conversa com Nuno e João Barroso

Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano) esteve à conversa com Nuno Barroso e João Barroso, pai e filho, duas gerações, a mesma paixão pelo desporto automóvel.

DT: Nuno e João, façam-nos um resumo da vossa carreira desportiva

Nuno Barroso (NB): a minha carreira desportiva começou nos anos 90 e nas corridas ilegais no antigo circuito de Vila Real, quer de carro, quer de mota. Agora a sério, começou como uma brincadeira nas 6 horas de Lousada em 2010, fui-lhe tomando o gosto e não parei até agora no Campeonato Nacional de Velocidade Legends.

João Barroso (JB): a minha carreira desportiva começou no Rallycross onde consegui ter uma grande aprendizagem, tanto com a minha equipa JCmotorsport, como com a minha família e amigos. Depois dei um pulo na minha carreira passando para os legends na velocidade

DT: João, deixaste o rallycross, passaste para a velocidade, como foi a adaptação). O porquê dessa mudança?

JB: foi uma adaptação progressiva onde o rallycross também ajudou bastante. Propuseram-me dar esse passo e decidi experimentar e do qual não me arrependo.

DT: Nuno, um orgulho ou uma dor de cabeça quando o João está em pista?

NB: é uma dor de cabeça com um imenso orgulho. Aliás não me tem dado nada mais do que orgulho a não ser as dores de cabeça das corridas, pois ainda está naquela fase em que é tudo a fundo. Quando souber gerir os tempos de corrida acredito que as dores de cabeça passarão. 

DT: João, quem anda melhor, tu ou o teu pai?

JB: ainda é o meu pai. Mas vou chegar lá. Ainda tenho muito que andar para conseguir o que ele já conseguiu, mas também ainda só, tenho 17 anos.

DT: Nuno, para 2020 optaste por adquirir carro próprio, para o campeonato Legends, um carro com alguma história nesse campeonato. O porquê dessa escolha?

NB: Precisamente pela historia do carro em si e porque sempre quis correr nele. Foi um sonho concretizado.

DT: O que estava previsto para 2020 e o que ainda vão fazer?

NB: o que estava previsto manteve-se que era fazer o campeonato Nacional de Legends, a Super Especial de Vila Real e o Motoshow na Exponort.

DT: 2020 está a ser terrível para toda a gente, onde se incluí obviamente o automobilismo. Estando a vossa vida profissional ligada à restauração e turismo, como todos sabem, dos setores mais fustigados. Influenciou os vossos planos?

NB: Concerteza que sim. Além de estarmos 3 meses em confinamento, ou seja sem rendimentos, a volta à normalidade está a ser difícil e morosa. Além de ainda não poder abrir 24 horas ainda tenho pessoal em Layoff, a boa noticia é  que tenho imenso orgulho na dedicação dos meus funcionários e por incrível que pareça consegui mais patrocínios do que no ano passado. Talvez também pela boa prestação que fiz ficando em 3º lugar no Campeonato Nacional Legends.

JB: este ano farei as provas que forem possiveis pontualmente.

DT: Está previsto para o futuro participações em outras modalidades? Rampas, Rally ou outras?

NB: Concerteza que sim, assim os euros o permitam. Está nos meus planos pelo menos a Rampa da Falperra e voltar a sentir a adrenalina dos rallys pois fiz uma participação esporádica num rally de Felgueiras em 1993 e num Toyota Starlet 1300.

JB: este ano gostaria muito de experimentar uma ou duas rampas. Vamos ver se será possível.

DT: Onde gostavam de chegar, no desporto automóvel?

NB: obviamente este ano gostaria de ser campeão nacional na minha categoria. De resto com a minha idade já não aspiro muito mais 😀

JB: o meu sonho é chegar ao DTM.

DT: Qual foi, até agora, o vosso adversário mais difícil?

JB: Todos os pilotos são bons mas um que foi mais difícil foi o Paulo Alves que fez com que eu conseguisse evoluir sendo ele tal como eu um piloto jovem.

NB:  Nenhum em especial. Todos os adversários que tive foram leais, muito competitivos, mas justos, aliás como é apanágio neste desporto.

DT: Campeonato Legends é recheado de pilotos de Vila Real. É bom ou mau ter os amigos ao teu lado em pista?

NB: É muito bom. É com grande orgulho que partilho a pista com todos eles sem exceção

JB: É bom pela união. Há muita união e cumplicidade nas boxes.

DT: João o Uno de Rallycross, ou o Punto de Velocidade? Qual o teu preferido?

JB: o Fiat Punto. É muito mais divertido de conduzir e também porque eu gosto mais de velocidade

DT: Nuno, o Toyota da BrivelSport ou o teu novo Peugeot 306?

NB: Carros diferentes. O Toyota muito fiável, muito estável.  Muito agradável de conduzir. O Peugeot requer uma condução um pouco mais agressiva pois é muito bravo. Estando eu ainda em fase de adaptação estou a adorar cada minuto.

DT: Quem é o vosso ídolo?

NB: Nigel Mansel, grande maluco…

JB: o meu pai

DT: A vossa pista favorita?

NB:  Vila Real por tudo aquilo que ela envolve. Curcuito citadino, publico, amigos, festa é espetacular.

JB: Vila Real porque é a nossa terrinha.

DT: Como descrevem o correr nas ruas da nossa cidade, no Circuito Internacional de Vila Real?

NB:  É praticamente indiscritível, só mesmo quem la anda consegue descrever a adrenalina de descer Mateus. Aquela curva da farmácia!!. Para dar um exemplo aqui há dias alguém me mostrou uma passagem do Toyota na dita curva eu arrepiei-me todo e disse “o Filipe Ferreira (meu colega de equipa) ia maluco”, quando me disseram que era eu, reparei que se lá dentro assusta, ao ver-me de fora assusta muito mais.

JB: ainda não corri, mas é um sonho a tentar concretizar em breve.

Obrigado família Barroso por terem aceitado colaborar com o Desportivo Transmontano. Desejamos-vos o melhor para a vossa vida pessoal, profissional e desportiva.

Fotos by : K1n5E Photos (João Necho)

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