Motores: à conversa com Manuel Fernandes Jr

Manuel Fernandes Jr, mais um jovem piloto vilarealense, que esteve à conversa com Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano).  Obrigado Manel, por teres aceitado o convite para esta entrevista ao Desportivo Transmontano.

Manel, faz-nos um resumo da tua carreira desportiva
Antes de mais deixar o meu agradecimento por se terem lembrado de mim e me darem a oportunidade de dar a conhecer o meu trajeto no mundo da competição.

A minha carreira começou há 17 anos nos karts com 10 anos. Desde aí fui sempre fazendo karts até aos meus 18 anos, com uma paragem de 2 anos por causa de um problema de saúde grave. Entretanto quando fiz 18 anos vim para os carros e fiz alguns troféus (Fiat Punto, Alfa Romeo 156, Mini, Super Seven) e também passagem pela fórmula Ford e campeonato nacional de clássicos.

O porquê de raramente levares um projeto até final, estando tantas vezes em condições de obter mais títulos?
Essa é uma pergunta bastante interessante. Nunca levei um projeto até ao fim porque infelizmente as coisas nunca nos correram bem, ou então por falta de tempo.

A principal razão, na tua opinião, para o principal campeonato de velocidade não ter a adesão que há em outras modalidades?
Bem, quanto a este assunto prefiro não falar porque penso que as pessoas que organizam por vezes ficam ofendidas em vez de ouvirem os pilotos.

E três competições como o Campeonato Nacional, os SuperCars e o GtCup ? Há mercado para todos?
Penso realmente excessivo, mas o que é certo é que nunca antes tinha havido tanta adesão em todos os campeonatos. O que torna um bocado “estranho” visto que a desculpa era sempre que as corridas de gt’s ficam caras.

O que estava pensado para 2020?
Para 2020 para ser sincero a única coisa que estava definida era a corrida do Algarve no fim de semana da f1 ao volante do AMG GT3 e Vila Real. Mas infelizmente por motivos de saúde não foi possível ir ao Algarve e Vila Real pelos motivos que todos conhecemos. Fiquei apenas por uma corrida nos Seven em qual venci a primeira corrida e desisti nas restantes por avaria.

A pandemia deu-te a volta aos planos?
Acho que deu a todos, é muito imprevisível visto que para fechar patrocínios precisamos de garantias de calendário e isso é muito complicado.

As provas de velocidade são as tuas preferidas?
Sem dúvida, a velocidade é o que me fez amar este desporto.

Está previsto para o futuro participações em outras modalidades? Rampas, Rally ou outras?
Para já não tenho nada pensado, já fiz rampas e rally’s mas como já mencionei é na velocidade que me sinto feliz.

Onde gostavas de chegar, no desporto automóvel?
Penso já ter conseguido bastantes coisas neste desporto, mas correr em Vila Real num campeonato internacional seria sem dúvida onde gostava de chegar.

Como nasceu o gosto pelo desporto automóvel?
Na minha família já se corre desde 1927, e como o ditado diz “já está no sangue “. Ver o meu pai a correr desde miúdo despertou sempre o meu interesse por este desporto.

A ACF Motorsport fechou portas ou é apenas uma paragem temporária?
Para ano vão existir novidades, e é certo que a ACF Motorsport vai voltar.

Quem é o teu ídolo?
O meu ídolo é e será sempre o meu pai, não conheço ninguém com tanto gosto pelas corridas como ele. E se existem histórias que gosto de ouvir são as aventuras dele nos rally’s. Foi várias vezes campeão nacional e sempre com a sua própria estrutura.

De tudo o que já conduziste qual a viatura o que te deixa mais saudades e melhores recordações?
A viatura que me deixa mais saudades é formula Ford, um carro muito interessante de conduzir. Melhores recordações o alfa romeu 156 de troféu.

O momento mais alto e o mais baixo da tua carreira?
O momento mais alto sem dúvida a dupla vitória no troféu Alfa Romeo e troféu Mini em Vila Real, dois carros completamente diferentes, Alfa volante a esquerda e Mini volante a direita. E ganhar em casa em dois carros diferentes teve um sabor muito especial.

O que está pensado para 2021 ?
Para este ano está planeado fazer o troféu Gt3 cup ao volante do Porsche 997 gt3 da P21 Motorsport, equipa liderada pelo campeão nacional José Monroy. Sou um piloto que faz corridas pela adversidade, não consigo fazer uma corrida sendo o único em pista na categoria, para isso fico em casa e poupo o dinheiro.

Qual foi, até agora, o teu adversário mais difícil?
O meu adversário mais difícil sem dúvida que foi o César Machado, um piloto rápido e cheio de outras qualidades.

Queres deixar os agradecimentos a alguém?
Quero agradecer aos meus pais e irmãos por sempre me apoiarem nas minhas aventuras, sem eles nunca teria chegado aqui. Um agradecimento especial também à minha namorada por estar sempre presente e dar-me força para conseguir lutar pelas vitórias.

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