Motores: à conversa com Leonel Brás

Leonel Brás, piloto natural de Mondim de Basto, esteve à conversa com o Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano).

Leonel, faz-nos um resumo da tua carreira desportiva?

A minha carreira desportiva começou em 2014, onde num negócio no Stand, acabei por receber de retoma um GOLF 3 de competição, onde participei na Rampa de Murça. Em 2015 fiz a Rampa de Murça, Rally Rota do Folar e Rampa de Santa Marta. Adorei o carro mas tinha muito pouca preparação, acabei por vendê-lo e com esse dinheiro contrui o meu pequeno AX, que mantenho até hoje e com o qual fui fazendo algumas provas em 2016 e 2017. Em 2018, fiz 7 das 8 provas do Campeonato Portugal de Montanha, o que me levou a Campeão Nacional da Taça de Portugal de Montanha. Em 2019 e 2020 acabaria por fazer apenas a Rampa de Murça, porque já tinha explorado o AX ao máximo e queria evoluir este ano. Num negócio surgiu a vinda de um Peugeot 207 Copa, carro que revisionei e fiz alguns melhoramentos, onde fiz a Rampa de Boticas. Para um primeiro contacto com o carro não podia pedir mais, consegui ser mais rápido que alguns TCR o que para um carro muito inferior foi ótimo. Acabei por fazer a Rampa Serra da Estrela, onde frente a um carro igual ao meu consegui ser mais rápido.
Resumindo, a minha carreia é curta, mas é claro que desde muito cedo havia esta vontade de competir.

Projetos para 2021?

Tenho em mente fazer o Rally de Mesão Frio com o pequeno AX e talvez a Rampa de Boticas em Setembro no Peugeot 207.

Tens optado pelo Campeonato Portugal de Montanha, o porquê dessa opção?

Talvez porque como Murça tem rampa e gosto sobretudo do convívio com os colegas da Montanha, mas não escondo que adoro fazer Rallys .

Iniciaste o ano com um Peugeot 207, mas agora regressaste ao “velhinho” AX. Qual o motivo?

Não houve motivo, simplesmente adoro conduzir o AX e a Rampa da Penha é ideal para um carro pequeno.

És natural de Murça, por certo a Rampa Porca de Murça é a tua corrida preferia. É assim?

Eu sou natural de Mondim de Basto, apesar de toda a gente me conhecer como de Murça,
Gosto de conduzir em Murça é certo, mas a prova que mais gostei de fazer foi o Rally das Fisgas de Mondim

Correr na Rampa de Murça é uma motivação extra, ou acréscimo de pressão?

Correr em Murça penso que no fundo toda a gente gosta de correr onde mora e gosta de fazer boa figura. Pressão acho que não, sou muito calmo.

A tua equipa tem vindo a crescer aos poucos. Quem são os “teus pilotos” e como começou essa aventura ?

A nível de equipa, como sabes, tenho uma oficina e adoro trabalhar em carros de competição. Tenho ficado com carros de competição e vou alugando, geralmente os pilotos são daqui da zona.
Não faço vida disto para já, um dia mais tarde nunca se sabe.

As provas de montanha são as tuas preferidas, ou gostarias de estar em outras competições?

Sim, como já referi, adoro fazer Rallys.

Onde gostavas de chegar, no desporto automóvel?

Acho que toda a gente gostaria de chegar o mais longe possível. Como sabes não é fácil, há falta de apoios e fica muito dispendioso, ainda por cima não é nada fácil chegar aos lugares cimeiros, porque com o parque automóvel que temos hoje a participar em Portugal, não chega só teres jeito para o volante se depois falta o resto. Por isso não penso chegar longe, penso que o principal é divertir-me e fazer aquilo que gosto. A vida é muito curta.

Como nasceu o gosto pelo desporto automóvel?

Desde muito pequeno que adoro tudo o que tem motor, com o passar do tempo, ainda em Mondim de Basto, tinha colegas que faziam Autocross e claro o convívio com eles despertou ainda mais o interesse pelo desporto automóvel.

Quem é o teu ídolo?

Ídolo acho que não tenho, mas sim apreço e respeito por vários pilotos que admiro bastante e como ando na montanha, um deles é por exemplo Pedro Salvador. Mas admiro e dou valores a muitos mais.

De tudo o que já conduziste qual a viatura o que te deixa mais saudades e melhores recordações?

Como te disse ainda não conduzi muitos carros de competição, até porque já comprei e vendi alguns que nunca conduzi. Mas as melhores recordações estão sem duvida no pequeno AX.

O momento mais alto e o mais baixo da tua carreira?

O momento mais alto foi ser Campeão Nacional da TPM 1300.

Qual foi, até agora, o teu adversário mais difícil?

O adversário mais difícil foi o Armando Freitas.

Queres deixar os agradecimentos a alguém?

Agradeço a todos aqueles que ao longo destes anos têm estado ao meu lado, tanto para ajudar, como em apoios, sem esquecer a pessoa mais importante da minha vida, que cada vez tem estado mais presente, a minha filha.

Obrigado Leonel pela tua colaboração, desejamos o melhor para a tua vida profissional, pessoal e desportiva.

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