Motores: à conversa com João Guimarães

Motores

João Guimarães, piloto natural do Peso da Régua e um dos veteranos do Campeonato Portugal de Montanha esteve à conversa com com o Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano).

Faz-nos um resumo da tua carreira desportiva?

João Guimarães (JG): a minha ligação aos automóveis começou mais ou menos há 25 anos atras como socio e dirigente da extinta secção automóvel do Sport clube da Régua, e desde 2007 clube automóvel da Régua. Mas como a vontade era de passar para o volante e como achava que ate tinha jeito em 2005 e a paixão era os ralis, comecei a fazer ralis do regional norte e depois Open de Ralis ate 2009, onde foi sempre acompanhado pelo meu amigo Luís Rodrigues. Em 2010 com a aquisição do Peugeot 206 e como o meu irmão já estava no Campeonato Portugal de Montanha (CPM), fiquei por la onde já consegui alguns bons resultados tanto a classe bem como a geral, e faço intenções de continuar por lá.

O porquê de optar pelo Campeonato Portugal de Montanha?

JG: Como já disse antes, foi o meu irmão Nuno, que me convenceu a ir para o CPM, mas também a minha vida profissional não me permitia perder tanto tempo como perdia nos ralis com reconhecimentos e provas a ter que me deslocar a sexta feira para estas. É de referir que também é um campeonato mais acessível a nível monetário, é um campeonato onde consegues facilmente fazer amigos que ficam para a vida.

O que estava pensado para 2020 e o que ainda vais concretizar?

JG: Para 2020 estava previsto fazer o CPM completo com os três carros da equipa NJ Racing, o Silver Car com o Nuno Guimarães, O Peugeot 206Rc comigo e o Mazda MX-5 com o Nuno Pinto, que em conjunto com os nossos patrocinadores já tínhamos o budget necessário para o CPM. Mas devido a situação que vivemos foi necessário refazer todo, e como compreendemos que os nossos patrocinadores neste momento as suas prioridades são outras, este ano penso que só farei a ultima prova de Boticas se a situação de pandemia o permitir.

As provas de montanha são as tuas preferidas?

JG: Gosto muito das provas de Montanha, da luta contra o cronometro, as trajectorias certas onde não podes errar, mas a minha paixão são os ralis onde consegues ter outro tipo de condução, mais agressiva, “andar de lado” o que é super divertido.

Como foi a participação no Rally de Mesão Frio, foi tipo um regresso ao passado?

JG: O rali de Mesão Frio foi sem dúvida um regresso ao passado, foi um desafio que lancei ao meu amigo Nuno Pinto para ir ao meu lado o qual ele aceitou primeiro e só depois pensou no que se ia meter.

Fi-lo por dois motivos, primeiro porque já tinha saudades de fazer um rali, segundo porque foi organizado pelo meu clube e foi uma forma de demonstrar o meu carinho por eles , com o símbolo do clube no capô do carro, pelo apoio que nos dão nas provas do CPM.

Está previsto para o futuro mais participações em outras modalidades? Circuitos, Rally ou outras?

JG: Para já não, o que ficou combinado com o Nuno Pinto é que vamos fazer um rali e desta vez vai ele ao volante e eu a dar notas, só não sabemos é quando.

Onde gostavas de chegar, no desporto automóvel?

JG: Ando nas corridas de automóveis para me divertir, estar com a família e amigos, e conseguir divulgar a imagem dos nossos patrocinadores o melhor possível. Acho que já cheguei onde queria, que era andar la dentro, talvez um dia trocar o Peugeot por um mais recente.

Como nasceu o gosto pelo desporto automóvel?

JG: Acho que sempre gostei de automóveis, e desde pequeno que sempre que havia corridas em Vila Real e Vila de Conde, lá estava eu e o meu irmão a acompanhar o meu pai , que gostava de ir ver, sempre gostei de ver corridas de automóveis, motos, Karting, ou seja, tudo que tenha motor, por isso acho que o gosto já nasceu comigo.

DT: Qual o segredo para o bom ambiente do CPM? A ausência do “porta com porta” ajuda?

JG: O segredo não te sei dizer qual é, mas acho que não haver “toques” ajuda a que não exista conflitos, mas quando o semáforo acende a luz verde a partir dai somos todos inimigos dentro de pista, depois de terminar é o que se vê, toda agente se dá bem.

DT: O trabalho da APPAM é essencial para todo este sucesso do CPM?

JG: Sem duvida que o trabalho que a APPAM tem realizado para promover e divulgar o CPM tem sido importante, mas a APPAM não esta sozinha, este sucesso também se deve aos clubes organizadores das provas do CPM e ás autarquias onde estas ocorrem,  pois sem estes não teria o sucesso que tem tido e irá continuar a ter certamente.

Qual foi, até agora, o teu adversário mais difícil?

JG: O meu adversário mais difícil sou sempre eu, porque tento sempre melhorar o que nem sempre é fácil, mas já travei algumas lutas interessantes, por exemplo com o Pedro Saraiva, com o Sérgio Nogueira e a última o ano passado com o Nuno Pinto, colega de equipa e adversário dentro de pista.

DT: Quem é o teu ídolo?

JG: Colin Mcrae, Carlos Sains, Nigel Mansell, e VR46.

DT: Quem anda melhor, tu ou o teu irmão?

JG: Esta é fácil, o meu irmão.

DT: A tua pista favorita?

JG: Rampa de Santa Marta, Rampa de Boticas e havia um rali que eu gostava muito de fazer, Rali Vila Verde no Minho muito bonito.

DT: Para quando a tua estreia no Circuito Internacional de Vila Real?

JG: Gostaria muito de fazer o circuito, mas não sei quando, talvez para o ano, se conseguir reunir apoios para o fazer.

Obrigado João, por teres aceitado o convite para esta entrevista ao Desportivo Transmontano. Desejamos a melhor das sortes para a tua vida pessoal, profissional e desportiva.

Fotos by : K1n5E Photos (João Necho)

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