Motores: à conversa com Filipe Ferreira

Motores

Filipe Ferreira, jovem promissor piloto Vila-realense foi o convidado desta semana de Telmo Augusto, responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano.

Filipe Ferreira, faz-nos um resumo da tua carreira desportiva

Iniciei o meu percurso no automobilismo em 2012 com 16 anos em provas de Ralicross , conseguindo em apenas 2 provas realizadas esse ano, o meu primeiro pódio e ainda o 3º lugar final na categoria júnior. Após um interregno voltei à competição em 2014 ainda em de Ralicross com algumas provas esporádicas, em 2015 tive a primeira experiência com a velocidade e aí me mantenho até hoje, estando apenas presente a tempo inteiro a partir de 2018 quando integrei o Campeonato de Portugal de Velocidade de Clássicos (CPVC) e agora mais recentemente o Campeonato de Portugal de Velocidade de Legends (CPVL) com o Toyota em 2019.

Em 2019 estiveste bastante ativo quer a nível pessoal, quer com a equipa BrivelSport. Trabalhos a dobrar?

É verdade , em 2019 foi um ano bastante preenchido com a participação a tempo inteiro no CPVL e ainda uma perninha na Super Especial de Vila Real e nos 500 kms do Estoril , apesar de uma época trabalhosa, foi compensadora tanto para mim como para toda a equipa, devido a todos os resultados obtidos.

O que estava pensado para 2020 e o que ainda pensas concretizar?

Apesar destes tempos de pandemia, os patrocinadores deram luz verde e para 2020 a aposta é fazer CPVL na Categoria FEUP 2 , desta vez a solo.

Provas de velocidade, ou super-especiais?

Apesar de conceitos diferentes , continuo a preferir a competição porta com porta.

Está previsto para o futuro participações em outras modalidades? Rampas, Rally ou outras?

Nada previsto até agora , mas a participação em ralis é algo que já penso à bastante tempo e certamente que é um objectivo a cumprir.

Onde gostavas de chegar, no desporto automóvel?

Sendo este um desporto exigente a nível financeiro não tenho um ponto em que gostaria de chegar, pois isso depende de vários factores dos quais não tenho controlo. O objectivo será sempre evoluir como piloto, ano após ano e ver o que o futuro reserva.

O “bichinho” das corridas é culpa do teu pai?

Sim , a competição é algo que já existe em casa desde os meus 3 anos , cresci a ver o meu pai competir e a ouvir o barulho dos automóveis. Sem duvida que ele é o grande impulsionador deste “bichinho”.

Ficas mais nervoso como piloto ou como proprietário da equipa? Estás mais apreensivo dentro do carro, ou na box?

Obviamente que existe algum nervosismo, como piloto, no inicio de cada corrida mas a partir do momento da bandeira verde, tudo desaparece.  No entanto considero que o nervosismo e a responsabilidade na box é bastante maior, comum entre todos os elementos da equipa.

Correr nos CPVL, com tantos amigos e conhecidos a dividir a pista contigo, é benéfico ou um problema acrescido?

Penso que o facto de ter o paddock rodeado de amigos é sempre benéfico, porém dentro de pista temos todos o mesmo objetivo de vencer.

Qual foi, até agora, o teu adversário mais difícil?

Até agora não tive um adversário particularmente difícil.

Quem é o teu ídolo?

Por todos os motivos e mais algum, o meu Pai.

O Punto, o Datsun, ou o Toyota?

São carros muito distintos , mas aquele mais entusiasmante é sem duvida o Toyota por toda a potência e estabilidade que proporciona.

A tua pista favorita?

De todas as que tive oportunidade de pilotar, Portimão por toda a dimensão do traçado e por ser também o circuito com o qual tenho o maior numero de pódios.

Como descreves o correr nas ruas da nossa cidade, no Circuito Internacional de Vila Real?

Um grande orgulho , poder ter a oportunidade de competir em um circuito tão emblemático,  ainda para mais na nossa cidade , com todo o apoio de amigos e familiares.

Obrigado Filipe Ferreira, por teres aceitado o convite para esta entrevista ao Desportivo Transmontano

Fotos by : K1n5E Photos (João Necho)

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