Motores: à conversa com Carlos Alonso

Motores

Carlos Alonso, esteve à conversa com o Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano). O piloto vila-realense, que gostava de chegar às provas internacionais de GTs.

Carlos Alonso, faz-nos um resumo da tua carreira desportiva?

Antes de mais, obrigado pelo convite e deixo os parabéns pelo vosso trabalho. Tudo começou em 2006 com o Desafio Seat by Sapo, entre 400 candidatos, venci uma corrida no Estoril num dos 20 Seat Leon Diesel da Publiracing. Em 2010 fiz a última corrida no campeonato em Portimão, ao volante de um Radical da MartinsSpeed. Em 2011 fiz parte de um projecto ibérico de dois anos nos GTs, num Aston Martin GT4 em 2011 e num Ginetta G50 GT4 em 2012 e isso permitiu-me ganhar a experiência, o contacto e até o respeito de adversários conceituados, como o Francisco Carvalho, que também conduzia um Aston Martin GT4 e por esse motivo, era a minha referência. No primeiro ano, poucas vezes fui mais rápido que o Francisco, mas fui e era o primeiro ano e isso sim, colocou-me num patamar interessante. Depois, só Vila Real, no Aston em 2014, e no Lamborghini Huracán em 2015. Mas mantive-me sempre envolvido em eventos privados com os meus patrocinadores e para os fabricantes de automóveis.

Em 2019, voltaste de forma esporádica às corridas, como foi esse regresso?

Nos 500km do Estoril, num dia de muita chuva, parado desde 2017 e fui directo para a qualificação! A nossa categoria tinha 6 carros no meio de 29 inscritos, mas o Porsche Cayman GT4, que gostei de conduzir, era muito equilibrado e claramente superior à concorrência. Havia uma boa margem para gerir e não fazia sentido correr riscos desnecessários. É menos divertido assim, mas fica o sentimento de trabalho longo e bem feito, uma vez que ganhámos a corrida.

Depois de vários anos a competir no mais importante campeonato português, fizeste uma paragem na tua carreira desportiva, qual o motivo?

O projecto era de 2 anos e terminou. O motivo principal são os apoios! Gosto de GTs e os meus patrocinadores apostam mais nesse tipo de automóvel devido à visibilidade, mas quando os patrocinadores principais falham, não é fácil compensar, são valores muito altos. Competir neste nível, é trabalhoso, porque é preciso justificar o investimento dos patrocinadores e não é só com resultados em pista! Consome muito tempo diário e a minha prioridade é trabalhar para a minha empresa! E depois, temos actualmente o campeonato com muitas categorias e muitas classes, com pouca ou quase nenhuma concorrência directa. E não quero andar um ano a lutar por um lugar certo ou subir porque alguém avariou ou perder porque avariei o meu… ou subir ao pódio sozinho. Não gosto muito de carros de tracção dianteira, mas gostava de participar nos KIA PICANTO ou CEED pela competitividade.

O que estava pensado para 2020 e o que ainda pensas concretizar?

Não tinha nada pensado… só o 2º filho que chega em breve!

O porquê da escolha da Veloso Motorsport para equipa de assistência, quando tens tantas “à porta de casa”?

Tantas e boas! A equipa formada em 2011 escolheu a Veloso Motorsport pela dimensão da estrutura. A partir desse momento criaram-se parcerias entre mim e o Luís Veloso que vai justificando essa escolha. O convite para correr no Porsche Cayman, por exemplo, obriga-me a que mantenha essa consideração numa primeira abordagem. Mas nenhuma porta está fechada e como é óbvio, gostava de voltar a correr com o Luís Pedro Martins, pela proximidade que tenho e pelo reconhecimento que o trabalho dele merece.

Provas de Endurance, ou sprints?

Fiz mais Endurance, mas tanto faz!

Está previsto para o futuro participações em outras modalidades? Rampas, Rally ou outras?

Não

Onde gostavas de chegar, no desporto automóvel?

Provas internacionais de GTs, mas a verdade é que só trabalhei para isso para 2013, sem sucesso, e a idade começa a não justificar grandes sacrifícios.

É verdade que se fica 1s mais lento por causa de um filho?

As provas de circuito, especialmente nos GTs, são muito seguras e caras! Perco mais depressa 2s caso esteja sem orçamento e corra o risco de assumir alguma despesa pessoalmente! Hehehe!

Qual foi, até agora, o teu adversário mais difícil?

Em condições idênticas, o Francisco Carvalho… com carros diferentes, Carlos Vieira.

Porque nunca optaste por uma competição com custos mais contidos?

Em 2015, quis fazer uma corrida nos Legends, com um Honda Integra, mas os meus patrocinadores não se interessaram pelo projecto. Aconteceu o mesmo com os Abarth, teria que pagar do próprio bolso e não estou disposto a isso.

O Radical, o Aston Martin, o Lamborghini, o Ginneta, ou o Porsche?

Lamborghini.

A tua pista favorita?

Portimão, mas gostei muito de Ascari, num evento privado em que participei.

Como descreves o correr nas ruas da nossa cidade, no Circuito Internacional de Vila Real?

É único por tudo! Traçado e especialmente pelo público! O único senão é ter que se ser um pouco conservador para não comprometer a chegada à meta.

Obrigado Carlos Alonso, por teres aceite colaborar com o Desportivo Transmontano. Desejamos a melhor das sortes para a tua vida pessoal, profissional e desportiva.

Fotos by : K1n5E Photos (João Necho)

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