Motores: à conversa com André Martins

André Martins, piloto Vila-realense, esteve à conversa com Telmo Augusto (responsável pela secção “Motores” do Desportivo Transmontano).

Faz-nos um resumo da tua carreira desportiva

Comecei em 1994 a fazer umas rampas e resistências aqui na região, numa Honda XR250. Em 1995 fiz a minha primeira corrida federada, o Enduro de Reguengos de Monsaraz, numa Honda CRM 50. A partir de 1997 comecei a fazer o Campeonato Nacional de Enduro. Em 2000 fiz parte da Seleção Nacional de Enduro, nos ISDE (International Six Days of Enduro) de Granada em Espanha. A partir de 2001 comecei a fazer o Campeonato Nacional de Supermoto. Em 2003 fiz parte da primeira Seleção Nacional de Supermoto, Supermoto of Nations de Alpe d’Huez, França e também em 2006 em Bishopscourt (Belfast), Irlanda. Em 2006 fiz a minha primeira corrida de carro, Desafio Seat by Sapo, no Estoril uma corrida entre universitários onde fiz a pole position e ganhei a minha corrida. A partir de 2009 depois de uma lesão no joelho num enduro, virei de vez para os automóveis. Comecei a fazer alguns ralis, mas nunca um campeonato completo. Em 2014 e 2015 fiz o Desafio Único de Fiat Punto. Em 2016 e 2017 fiz o Desafio Único de Alfa Romeo. Em 2019 fiz o Trofeu C1.

Competição de Motas ou Carros? Qual a tua preferência?

Gosto de ambas, quando eu corria de moto sempre disse que quando fosse mais velho ia correr de carro. As motos fisicamente são muito mais duras.

Rally ou Velocidade?

Rally, sem dúvida, o problema dos ralis é que ocupa muito tempo entre reconhecimentos e a prova, a velocidade tem a vantagem de ocupar só um fim-de-semana.

O que estava pensado para 2020, o que concretizaste e o que ficou por fazer?

Em 2020 íamos continuar a fazer o troféu C1, mas com a pandemia acabamos por não fazer. Eu gosto das corridas também pelo convívio, de conversar com outras pessoas, não é estar ali confinado, para isso fico em casa.

Onde gostavas de chegar, no desporto automóvel?

Não tenho nenhuma meta definida, o meu principal objetivo é divertir-me e até já me deu muito mais do que esperava.

Como nasceu o gosto pelo desporto automóvel?

Não sei, a minha mãe diz que quando era pequeno levava-me a ver motocross, se calhar foi daí. Já quando andava de bicicleta só pensava em motores…

Está pensado participares em outras categorias Montanha, Rallycross, ou outras?

Montanha não gosto muito, quando uma pessoa está a tomar-lhe o gosto acaba. Anda-se muito pouco tempo em corrida. Eu gosto de corridas de resistência, gosto de fazer resistências de Ralicross, quando tiver o meu carro pronto e não houver pandemia, vou fazer.

Quem é o teu ídolo?

Valentino Rossi, se bem que também gosto do Loeb, Schwantz, Peterhansel…

O melhor momento da tua carreira?

O melhor momento da minha carreira foi sem dúvida representar Portugal nos ISDE e Supermoto of Nations, quando entramos para o palanque, com o hino a tocar e de bandeira na mão é muito emocionante.

Qual foi, até agora, o teu adversário mais difícil?

Paulo Marques, porque tem um palmarés impressionante e em 2001 estivemos até à ultima corrida a disputar o campeonato.

Correste algum tempo no Campeonato Legends. Como é partilhar a pista com amigos?

As pessoas dentro da pista não se tornam minhas inimigas, normalmente até fico amigo dos meus adversários.

O Mitsubishi EVO, o Saxo, O Punto ou o Alfa? Qual o preferido?

Saxo, é o carro que me dá mais prazer conduzir.

A tua pista preferida?

Portimão e Vila Real, são pistas espetaculares.

Como é correr em Vila Real?

A pista de Vila Real é espetacular, o público é brutal, mas as corridas (competição) em si não gosto, porque em corrida verdadeiramente andamos 2 ou 3 voltas, o resto é em safety car, porque avaria um carro ou à um toque, também estive sempre inscrito em corridas com muitos carros e isso não ajuda, porque há mais probabilidades de avariar e de haver toques…

Planos para 2021?

Não há planos, vai ser mais um ano de pandemia, por isso devo ficar por casa.

Queres deixar aqui os teus agradecimentos a alguém?

Família e amigos (eles sabem quem são)

Obrigado André, por teres aceitado o convite para esta entrevista ao Desportivo Transmontano. Desejamos a melhor das sortes para a tua vida pessoal, profissional e desportiva.

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