Mondinense FC vence SC Régua e conquista Taça AFVR

Após vitória nos pnálties por 5-3 contra o SC Régua

O Mondinense Futebol Clube conquistou, esta sexta-feira, a Taça AFVR ao derrotar o SC Régua por 5-3 no desempate por penáltis, após um empate a um golo no tempo regulamentar e a dois golos no prolongamento. Uma final de emoções de fortes e com incerteza até final, num jogo que decorreu no Estádio Municipal de Chaves, perante uma grande moldura humana e debaixo de temperaturas bastante elevadas.

Previa-se uma final equilibrada entre duas boas equipas e com formas diferentes de jogar. Os primeiros minutos confirmaram essa tese, até que Ivan aparece isolado com Kiko, faz-lhe um chapéu, mas a direção, que levou o esférico não foi a mais correta.

Seria o Mondinense a primeira equipa a fazer mexer o marcador (20´): erro da saída de bola do Régua (ainda dentro da área), Rooney aproveita o deslize que envolveu Kiko e João Mário, encostando assim para o primeiro golo da tarde.

O golo foi consentido pela equipa reguense, que durante alguns minutos sentiu dificuldades para impor o seu jogo, pelo que até ao final da primeira parte a partida ficou mais combativa entre ambas as equipas, e sem oportunidades de perigo a registar.

A segunda parte começa praticamente com um golo anulado ao Mondinense, na sequência de um pontapé de canto.

Depois vimos uma equipa do Régua a circular bola com mais critério, a ser mais afoito no último terço, na busca de golo que os podia relançar no jogo. Esse golo acabou por chegar aos 71 minutos: grande passe de Montenegro a isolar João Nuno na profundidade, que não perdoou no cara a cara com César.

Ainda durante a segunda parte, surge uma grande oportunidade para os reguenses por Dani Mendes, numa cabeçada à “queima-roupa”, após um canto, para grande defesa de César.

O jogo chegou ao fim dos 90 minutos e o prolongamento previa-se que fosse de um ritmo baixo, dadas as dificuldades físicas já sentidas em ambas as equipas, algo que não se veio a verificar. Deixar uma rápida recuperação a Diogo Seminário (Régua) e a Tuca (Mondinense), pilares de ambas as equipas, que tiveram de sair por lesão e que esperamos que não seja nada de grave.

O prolongamento começa praticamente com o segundo golo do Régua, fazendo assim a cambalhota no marcador. João Nuno bisa na partida (93´) fazendo um golo à “matador”, num jogo em que o melhor marcador do distrito fez aquilo que os melhores fazem nestes jogos: marcar nas poucas oportunidades que se tem.

Ainda na primeira parte do prolongamento, registo para um bom cabeceamento de Adebayo, após um canto, para boa defesa de Kiko.

A ponta final prometia ser de risco total para os comandados de Francisco Lemos, algo que se acentuou após a expulsão de Francisco Santos. A melhor oportunidade surge por Ivan, que falha clamorosamente um golo “cantado” na pequena área após um cruzamento fantástico de Nuno Arada.

Até que surge o momento da tarde, a dois minutos do fim do jogo: penálti inexistente de Caio sobre Geninho, com a árbitra Célia Santos a apontar de imediato para a marca dos 11 metros, para revolta geral da turma de Flávio Fonseca. Carloto (120´) assumiu a marcação do castigo máximo e empatou a partida.

O final trouxe minutos de grande tensão, com nervos à flor da pele, no relvado e nas bancadas, com as gentes reguenses a sentirem-se injustiçadas com o que se estava a passar no jogo.

Os penáltis são um “jogo dentro do jogo”, uma autêntica lotaria, onde se contam histórias de heróis e de vilões. A equipa de Mondim de Basto conseguiu converter as cinco grandes penalidades com sucesso, César defendeu o penálti de Quinzinho, a Taça AFVR estava entregue.

O Mondinense Futebol Clube consegue vencer a Taça AFVR mais de 30 anos depois, ao passo que o Sport Clube Régua não conseguiu reconquistar o troféu que havia erguido na época transata.

O Desportivo Transmontano felicita todos os atletas, treinadores e diretores do Mondinense Futebol Clube pelo título conquistado.

Por Luís Roçadas

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