Mecânica prejudicou Joaquim Teixeira na Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida

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Um problema de transmissão uma das subidas de prova condicionou o resultado final do piloto do Bompiso Racing Team. Mesmo assim, Joaquim Teixeira voltou a conquistar mais um pódio entre os Turismos naquela que, soube-se depois, viria a ser a última prova do ano.

No momento do arranque da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, terceira prova da temporada 2020 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, Joaquim Teixeira tinha dois grandes objetivos em mente: tentar tudo para defender a liderança da tabela pontual entre os Turismos e rematar a conquista do título na Divisão Turismos 4.

O piloto tinha consciência de que “a defesa da liderança na categoria seria muito difícil pois, mesmo não tendo chovido praticamente durante todo o dia de sábado, a pista estava molhada nas primeiras subidas e o Cupra TCR perde eficácia perante a concorrência nessas condições”.

Mas, mesmo com esse handicap, Joaquim Teixeira não vivou cara à luta e foi progressivamente melhorando os seus tempos, acabando por conseguir “forçar o andamento na única subida de prova do primeiro dia e cravar no cronómetro uma marca dentro do minuto e 53 segundos, correspondendo ao segundo melhor tempo da categoria e ficando logo na liderança da minha divisão e do meu grupo”.
O domingo amanheceu muito chuvoso e deu para perceber que seria um dia em que a pista estaria sempre molhada. O piloto do Bompiso Racing Team abdicou da sessão inaugural de warm-up “porque os pneus de chuva já não estavam nas melhores condições e queria poupa-los para as duas decisivas subidas de prova do programa”.

Mas a sorte nada quis com o craque transmontano. Na primeira dessas duas subidas decisivas e pouco depois de uma partida fulgurante, a transmissão do Cupra TCR cedeu, forçando o piloto a abandonar.
Ficava com a necessidade de terminar a última subida de prova, para poder pontuar e isso “afetou o meu andamento. Tive de a realizar a pensar que não podia cometer erros e, terminada a prova, fica a sensação que podia ter feito mais. Com este resultado perdi a liderança na Categoria Turismos e passei a ficar a 5 pontos do primeiro lugar, mas que poderia ainda recuperar na última prova em Boticas”.

Mas com a anulação da Rampa de Boticas, caiu por terra “a possibilidade de lutar pelo título até ao fim. Termino a época como Vice-Campeão Nacional da Categoria e como vencedor da Divisão 4, ganhando ainda o Grupo TCR. É a classificação possível e tenho, mesmo com todos os condicionalismos que me afetaram, que me sentir satisfeito até porque sou o único piloto que, nos últimos 4 anos, estive sempre no pódio da Categoria turismos, vencendo um título e arrecadando por três vezes a segunda posição”.

Joaquim Teixeira não quis deixar de “parabenizar todos os campeões das diversas categorias do CPM JC GROUP, bem como os vencedores das Taças e das divisões, a quem nada nem ninguém poderá tirar o mérito”. Quis ainda agradecer “aos meus patrocinadores Bompiso, Intermarche (Alijo e Valpaços), Jacinto M. Oliveira, Proef, Opticas Preguiça, Potauco, Pizzeria Pasta Fina, PDAuto CCT e Munícipio de Boticas. Mesmo num ano tão difícil para todos, mas principalmente para as empresas e instituições, continuaram a me apoiar e estou-lhes imensamente grato!”.

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