FPF prepara limpeza no futebol não profissional

A semana que se inicia poderá ser decisiva para o futuro do futebol não profissional, em Portugal. Segundo avança a RTP, uma série de reuniões poderá ajudar a clarificar os futuros quadros competitivos.

Um primeiro encontro juntará dirigentes federativos e do futebol distrital na tentativa de definir a questão da subida dos campeonatos distritais para o Campeonato de Portugal. Outras sessões de trabalho procurarão decidir o modelo de subida para a 2.ª Liga.

Ao que tudo indica a “malha” vai apertar no terceiro escalão do futebol nacional em três vertentes: critérios de acesso à competição, combate aos incumprimentos salariais e constituição dos plantéis com a salvaguarda do jogador português.

Os responsáveis federativos querem uma competição saudável com os clubes a terem condições de sustentabilidade.

A Federação portuguesa de Futebol (FPF) irá assegurar que só participem na competição os clubes que têm meios para cumprir as obrigações contratuais que estabelecem com treinadores e jogadores, combatendo cenários de falso amadorismo.

Nesse sentido a FPF irá exigir planos de actividades, contabilidade organizada e estimativas de receitas e despesas antes de cada época se iniciar.

Nos planos federativos está ainda a ideia de limitar a inscrição de jogadores não comunitários e um limite de jogadores inscritos (27) por plantel.

Para concretizar esta última proposta e pelo que a estação publica apurou, o número de jogadores formados localmente na ficha do jogo vai subir e passa de 13 em 18 enquanto a ideia do futebolista formado no clube dos 13 aos 21 passa dos 11 aos 19.

Uma outra medida que deverá ser implementada passará pela criação de incentivos a atribuir aos clubes que promovam práticas de “fair play” e não protagonizem casos de mau comportamento dos adeptos.

Fonte: RTP

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