Felgueiras – Montalegre, 0-0: só faltou pontaria ao Montalegre

Excelente exibição dos barrosões não foi coroada com êxito total devido aos erros na concretização. O Montalegre teve mais e melhores oportunidades para vencer. Faltou a “estrelinha”.

Jogo equilibrado no Dr. Machado de Matos, com apenas uma oportunidade de golo durante a primeira parte – aos 43´, Vilmar, dentro da área e solto, atirou ao lado da baliza.

A equipa do Felgueiras protestou um golo invalidado, mas sem razão, pois a bola antes de entrar na baliza bate na mão de um jogador do conjunto local.

O juiz Álvaro Santos apitou antes da bola entrar e, por isso, não se pode falar de um golo invalidado. Foi uma primeira parte muito equilibrada, a formação da casa tentou assumir as rédeas do encontro a partir dos 20 minutos, no entanto os transmontanos não deixaram.

O Montalegre defendeu bem, com acerto posicional. Já o Felgueiras sentiu enormes dificuldades e não conseguiu acercar-se da baliza de Jeimes. Ao intervalo 0-0.

A etapa complementar foi mais viva e com a bola perto das balizas. Pedro Ribeiro foi dos mais inconformados da equipa local e tentou carregar a equipa para a frente. Aos 49´, atirou ao lado e aos 52´faz cruzamento perigoso mas os colegas não conseguem a finalização.

Reage o Montalegre e Zack faz grande cruzamento para a área mas Angola cabeceia por cima. Quando passava uma hora de jogo, André Rodrigues remata forte e colocado mas a bola sai um pouco ao lado da baliza transmontana. De livre bem apontado, Rúben Neves faz a bola passar um pouco por cima da trave.

O Montalegre queria mais que o “pontinho” e Angola assiste de forma primorosa Zangão que obriga Júlio Neiva, guarda-redes do Felgueiras, a boa intervenção. O conjunto da casa respondia por Serginho que também não está longe de abrir o marcador. Perto da baliza, Lio Guerra também não consegue o cabeceamento letal. Todavia, a melhor oportunidade de golo surge aos 83 minutos. O Felgueiras estava balanceado no ataque e, numa transição rápida, Vilmar fica isolado mas não consegue bater Neiva. Foi o último suspiro da partida que, diga-se, merecia golos por aquilo que sucedeu na segunda parte.

O jogo terminou com protestos do banco do Felgueiras que considerou escassos os cinco minutos de compensação concedidos, já que houve paragens por lesão e sete substituições.

Quanto a mim, a arbitragem foi positiva, sem influenciar o resultado final. O Felgueiras teve grandes dificuldades para desmontar um Montalegre bem organizado e que só falhou na finalização. Os barrosões tiveram seis oportunidades de golo contra quatro da equipa local. Sem fazer futurologia, o Montalegre, por aquilo que mostrou até agora, tem todas as condições para subir pois está no mesmo patamar do Merelinense e acima de São Martinho e Felgueiras.

O treinador-adjunto do Felgueiras, Vitor Dimas, estava desolado com a divisão de pontos: “A nossa primeira parte foi boa, fomos superiores, entrámos bem, com mais bola. O jogo foi mais equilibrado na segunda parte mas nós por cima. O Montalegre fez o jogo deles, queríamos jogar mas o Montalegre não nos deixou jogar. Na segunda parte, fomos arrasadores mas infelizmente não conseguimos marcar”.

José Manuel Viage, o treinador principal do Montalegre, também não saiu satisfeito com o empate: “Foi uma boa partida da nossa equipa. Tivemos oportunidades claras e suficientes para ganhar este jogo mas a estrelinha não nos acompanhou. A equipa deu uma demonstração de força e criámos mais situações de golo que há uma semana. Apesar de não vencermos, tivemos chances para marcar mais que um golo. Controlamos o jogo do Felgueiras. Saímos daqui tristes, por aquilo que o jogo foi, o Montalegre teria de ser o vencedor”.

Nuno Carvalho

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