Edu Paiva: “Sou um jogador com grande aptidão para o golo”

Goleador do Vidago Futebol Clube numa entrevista a Gonçalo Novais

Para os lados de Vidago, tudo corre bem neste início de época!

Dotada de um ataque demolidor (43 golos em 12 jornadas), e detentora da liderança isolada na Divisão de Honra da AF Vila Real, a equipa também tem um representante na frente da lista de goleadores – EduPaiva, que já leva 16 golos no campeonato.

Numa altura em que o «artilheiro» está em grande momento de forma, o “Desportivo Transmontano” foi conhecer melhor o jogador formado no Desportivo de Chaves e que já passou por clubes como o Vilar de Perdizes e o Santo Estêvão, numa entrevista conduzida por Gonçalo Novais.

Com uma marca de 16 golos em 12 jogos, o Eduardo está a viver um grande momento de forma, com nove golos apontados nas últimas quatro partidas. Como se pode explicar esta eficiência na hora de finalizar?

Quando comecei, precisava de duas ou três oportunidades para fazer um golo, mas com a experiência aprendi a não vacilar nesses momentos. Desenvolvi uma aptidão para estar posicionado no sítio certo, quase como um instinto, e tento aproveitar ao máximo as oportunidades que surgem.

Quais os fatores coletivos e individuais que podem estar na origem desta veia goleadora?

Em primeiro lugar, a qualidade da equipa, pois sem isso não seria possível eu estar nesta posição na lista de goleadores. Em segundo, o facto de eu ter mostrado sempre aptidão para o golo, e «queda» para estar no sítio certo para ser eficaz na finalização, qualidade que tenho evidenciado ao longo de várias épocas.

De que maneira é que o estilo de jogo do Vidago favorece esta sua capacidade de finalizar com sucesso?

O Vidago gosta de ter bola, e esse é o meu estilo de jogo favorito, marcado por boas transições para o ataque. Escolhi este clube pelo projeto que me foi apresentado, e pela proposta de jogo que a equipa apresenta. Costuma dizer-se que quando os jogadores se sentem bem com o seu estilo de jogo, andam felizes e, nesse sentido, as coisas acabam por sair com naturalidade. Além do mais, não tenho dúvidas que os meus colegas de equipa têm um peso muito importante para este início de época. Sem eles, eu não conseguiria fazer tantos golos.

Para quem não o conhece como jogador, como se descreve?

Sou um jogador com uma ambição muito grande e que, dentro de campo, luto muito para ganhar todos os lances em disputa. Faço da velocidade a minha arma, dou sempre tudo, e sou muito competitivo, em cada treino e em todos os jogos. A cada época que faço, dedico todo o meu esforço e trabalho para atingir os objetivos que defino para mim próprio.

Tendo completado toda a sua formação no Desportivo de Chaves, que ensinamentos e competências mais importantes é que trouxe desses anos, e que pessoas mais o marcaram nesse percurso?

Trago muitas boas memórias desses anos, com alguns títulos e troféus. Atualmente, desempenho funções em campo diferentes das de então, pois jogava a lateral-esquerdo, até chegar a sénior e ser colocado na frente, o que resultou. Em relação a esses anos, começo por realçar duas pessoas que apostaram em mim quando tinha 14 anos e um metro e meio de altura, os técnicos Rui Mota e Silvino Sousa. Devo-lhes muito, por tudo o que me ensinaram, pelas palavras de carinho que tiveram comigo. Queria igualmente homenagear o Sr. Albano, falecido este ano, cuja boa-disposição nos inundava todos os dias. Era alguém de quem gostava muito, e que foi uma grande perda para o futebol de Trás-os-Montes.

No futebol distrital, tem feito parte de plantéis competitivos, que habitualmente conquistam boas classificações nos finais de época. Até que ponto sente que é uma mais-valia deste campeonato, tendo em conta a aposta feita em si por parte de plantéis de boa qualidade?

Antes de ir para o Vilar de Perdizes, jogava na Liga INATEL, pois passei por algumas dificuldades quando saí dos juniores do Chaves, e fui jogar no Santo Estêvão. Até que chego ao Vilar de Perdizes e, ao acabar a época com 17 golos, surpreendi muita gente. Não me conheciam, e foi a partir daí que comecei a consolidar a minha posição no distrital. Em todos os plantéis em que joguei a partir daí, estive integrado em equipas de qualidade, mas queria sempre mais, e acabava por jogar sempre. Atualmente, acho que o número de golos que faço são uma mais-valia para qualquer equipa do campeonato distrital.

Além de uma excelente primeira metade de época individual, coletivamente a sua equipa está a viver um momento muito bom, e lidera a classificação. É caso para dizer que temos um forte candidato ao regresso aos Nacionais?

Este início de época está a ser muito bom, dentro das nossas ideias como equipa. Somos um grupo forte e com muita qualidade, e quando é assim, temos o objetivo de vencer todos os jogos. Pensamos jogo a jogo, sem euforias, e apenas com o foco na partida que disputamos. A qualidade do nosso treinador também contribui para o nível de jogo que apresentamos, sendo ele alguém sempre disponível para nos ajudar e motivar. Estão reunidas todas as condições para sermos felizes no final da temporada. Se mantivermos esta vontade de vencer, não tenho dúvidas de que vamos ser campeões.

Como antevê que possa ser a luta pelos lugares da frente, esta época?

Vai ser uma luta muito renhida até ao fim. Há muitas equipas com qualidade, qualquer equipa pode perder pontos em qualquer campo, mas penso que, no fim, estaremos entre as equipas da frente, a lutar pelo título. Aquilo que podemos prometer é trabalho, e que tudo vamos fazer para ganhar os jogos todos até ao fim.

Depois de várias temporadas integrado em plantéis de grande qualidade na AF Vila Real, e com uma época promissora pela frente, sente-se capaz de dar um passo diferente na sua carreira, que lhe permita jogar, por exemplo, nos campeonatos nacionais?

Para ser sincero, não penso muito nisso. Até porque hoje és bom, amanhã já és pior do que ontem, e no dia seguinte até já podes ser pior do que no dia anterior. Trabalho sempre da mesma maneira, seja para mim, seja para quem quer reconhecer o meu valor, e se alguma proposta chegar, fico muito feliz. No entanto, nesta altura só penso em ajudar o Vidago a conseguir os seus objetivos.

Com 26 anos e ainda com alguns de futebol pela frente, que objetivos se sente capaz de alcançar neste seu percurso?

Quero ganhar títulos coletivos e individuais, de entre os quais o mais importante para mim era ser o melhor marcador do distrito.

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