Defender o título

Após o falhanço de 1998, a formação das Quinas embalou para um período de sucesso, que culminou com a conquista do Euro 2016, em França. Seguiu-se uma prestação menos conseguida no Mundial da Rússia e uma vitória na Liga das Nações, nova competição da UEFA, mas o teste de fogo será agora a defesa do título europeu.

Inserido no Grupo F, frente a tubarões como a França e a Alemanha, além, de ter igualmente de medir forças com a Hungria, no seu reduto, a tarefa não se afigura fácil e o particular com a Espanha deixou já claro que ainda há muito para afinar.

Fernando Santos apostou numa espécie de 4x4x1x1 com João Félix nas costas de Cristiano Ronaldo, dando um sinal de que, à semelhança de 2016, Portugal voltará a alinhar com dois homens soltos no ataque. Se Nani e o capitão casaram muito bem, na altura, agora será a vez do “7” ter a companhia do ex-Benfica, ou de outros elementos como Gonçalo Guedes, ainda a contas com uma infeção de Covid-19, Diogo Jota, que tem estado em grande nos últimos jogos da Seleção, ou mesmo André Silva, que vem de uma grande temporada a Alemanha, onde apontou 29 golos em 34 partidas pelo Eintracht Frankfurt.

Existe, por isso, um lote de convocados muito interessantes à disposição do selecionador onde, se encontram também, elementos que se irão estrear nestas andanças (Rui Silva, João Palhinha, Nuno Mendes e Pedro Gonçalves). Por outro lado, o certame europeu contará ainda com vários outros candidatos ao título, além dos dois que figuram no grupo com Portugal.

Se a França e Alemanha são adversários temíveis, também, a Espanha mostrou neste jogo que pode ter uma palavra a dizer a discussão do troféu, embora tenha uma geração qualitativamente inferior às anteriores. Já a Inglaterra conta com um grande elenco e poderá potenciar o fator casa, ao passo que seleções como a Bélgica (unidade de alto nível no ataque), Itália (renovação importante com Mancini) e a Croácia, finalista do último Mundial, também, não podem, ser descuradas.

Já os Países Baixos terão poucas aspirações, enquanto Paulo Sousa tentará levar a Polónia à melhor prestação possível.

Certo é que Portugal arranca a sua caminhada no dia 15 frente à Hungria e terá, mais uma vez, um país a sonhar.

Por Orlando Fernandes (Jornalista)

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