Daniel Teixeira limitou os ‘danos’ em Portimão

O piloto da JT59 Racing Team/Bompiso sofreu algumas contrariedades e não venceu as duas corridas da terceira ronda do SuperCar Endurance Series realizada no passado fim-de-semana no Autódromo Internacional do Algarve, mas está na luta pelo título TCR.

Num campeonato tão competitivo como é o organizado pela RaceReady qualquer percalço ou toque pode fazer a diferença, e foi o que aconteceu com Daniel Teixeira na pista de Portimão. Na ‘refrega’ do primeiro confronto no traçado algarvio o piloto do Cupra TCR saiu a perder. Mas não ‘baixou os braços’ vindo a limitar as perdas para o seu mais direto adversário, apontando momentos de grande combatividade, como é seu apanágio.

Tudo se complicou no primeiro confronto do fim-de-semana, como faz questão de contar o piloto transmontano: “Saí da primeira fila da grelha de partida – era segundo, quer dos TCR quer da ‘geral, ao lado do Hyundai do Gustavo Moura e do Luís Cidade. Fiz um arranque bom, sem grandes sobressaltos. Mantive a mesma posição, e consegui na primeira parte até ganhar alguma vantagem sobre os adversários”.

Mas as coisas acabaram por correr pior para Daniel Teixeira. “Depois com o desenrolar da corrida, e com a perda de rendimento dos pneus, fui alcançado pelo Ginetta, que nos conseguiu ganhar a posição. Depois na paragem nas boxes acabei por ser também ultrapassado pelo McLaren. De qualquer forma estávamos os três muito próximos. O Ginetta um bocado mais afastado, mas o Hyundai, o McLaren e eu muito próximos, com um ritmo muito semelhante”, recorda.

“Entretanto dá-se a interrupção da corrida, com o toque da Gabriela Correia. O reatar foi feito com uma nova grelha de partida, ordenada pelas posições na volta anterior ao acidente”, relata Daniel Teixeira, que na altura seguia em quarto atrás do Ginetta, do Hyundai e do McLaren.
Mas quando a prova recomeça, três carros curvam a par para a primeira curva e o Cupra TCR da JR59 Racing Team/Bompiso acaba por levar um toque que acabou por lhe estragar a prova. “Consegui chegar na travagem para a primeira curva a disputar o primeiro lugar com o Gustavo Moura, mas com três carros a par, fruto da competitividade deste campeonato, acabei por levar um toque na roda traseira direita, que imediatamente me colocou fora de corrida, com danos na suspensão traseira e fiquei por ali”, conta Daniel Daniel Teixeira.

O piloto transmontano lamenta o sucedido: “Foi uma pena, porque nesta altura, o Audi que era o terceiro dos TCR estava com duas voltas de atraso, devido a uma saída de pista, e como tal o segundo lugar estava mais do que assegurado em condições normais e estava na luta com o Gustavo Moura pelo primeiro lugar, pela vitória, inclusivamente ‘à geral’ na corrida. Foi pena, mas são coisas que acontecem, sobretudo quando os campeonatos são tão disputados”, vinca Daniel Teixeira, que salienta “o esforço da equipa, que os nossos mecânicos fizeram na noite de sábado para domingo, para conseguirem, com as peças que tínhamos – não a totalidade que precisávamos – reparar de modo a poder fazer a corrida de domingo”.

Na segunda corrida o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso partiu de 4º– com quatro carros separados por sete décimos – e conseguiu um novo arranque fulgurante, chegando ao 3º lugar, vendo-se envolvido numa luta com o Ginetta que venceria a corrida e com um Porsche GT4. “E essa luta, com várias trocas de posição, acabaria por me fazer perder tempo e fazer com que o Gustavo Moura e o Audi RS3 se destacassem”, conta.

Daniel Teixeira acabaria por ‘cair’ para o sétimo lugar, pelo que a prioridade foi recuperar posições: “A partir da sexta volta comecei a recuperar posições e tempo para os primeiros. Após a paragem na box acabo por conseguir alcançar o Audi e ultrapassá-lo e a cerca de oito minutos do fim, ascendendo ao terceiro lugar. Mas já era demasiado tarde para tentar ir mais além. A partir daí foi gerir, porque a diferença para os dois primeiros já era demasiado grande. Foi uma corrida em que basicamente fizemos o possível. Sabíamos, acima de tudo, que este fim-de-semana era o carro a bater. O próprio Audi era um carro muito forte naquela pista, e isso verificou-se mais uma vez, com o nosso carro a ser o mais lento em linha reta. No entanto fizemos os possíveis, e caso não tivéssemos levado um toque na corrida 1, teria feito, no mínimo, dois segundos lugares: Mas acredito que teríamos ganho uma das corridas”, analisa o piloto transmontano.

Daniel Teixeira não deixa de “dar os parabéns ao Gustavo Moura e ao Luís Cidade, que ganharam com mérito. Foram sempre os mais rápidos em pista, muitas vezes por uma margem pequena, mas a realidade é que o foram. E quem ganha tem sempre mérito. Da minha parte olho para a frente. Perdemos a liderança do campeonato. Estamos agora em 2º, mas continuamos na luta. Dependemos apenas de nós. E vamos para as duas últimas corridas em Jerez de La Frontera com a convicção de que podemos ganhar. E se o fizermos o campeonato pende para o nosso lado”, acrescenta o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso.

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