CP (Série A): Muita luta, transpiração e pouco futebol dita empate entre Vidago e Bragança

No regresso ao João de Oliveira, o Vidago defrontava novamente uma equipa do nordeste transmontano, depois de na jornada transata ter saído com uma vitória gorda em Vimioso.

Desta vez o futebol fluído da jornada anterior não apareceu, e foi o Bragança, talvez para surpresa da equipa da casa que surgiu bastante afoito e a procurar sempre o controlo do jogo. Notava-se que a equipa Brigantina vinha com intenções de disputar o jogo e o Vidago sentia dificuldades.

A oportunidade mais clara para o Bragança surgiu aos 17’ quando após uma boa jogada ofensiva, permite uma boa intervenção de Tiago Guedes, sobrando a bola para a entrada da área onde surge Capelo a rematar com a bola a rasar a malha superior, dando a sensação de golo. O Vidago, no entanto, conseguiu reagir de pronto e Elias, isola-se perante o guardião dos forasteiros, quando se preparava para fazer o golo é puxado, mas o árbitro nada assinala.

Apesar de algum domínio forasteiro, é o Vidago que tem a melhor oportunidade de golo da primeira parte. Aos 40’ Elias em boa posição remata com estrondo ao poste, na recarga é Gabi que remata para uma excelente intervenção do jovem guarda-redes Pereira.

Terminava assim a primeira parte sem grande qualidade de jogo, constantemente interrompida pela equipa de arbitragem que simplesmente apitava a tudo, e com a equipa da casa muito castigada em termos disciplinares.

A segunda parte do jogo, veio com a mesma toada, com o Bragança mais esclarecido e mais confortável neste estilo de jogo que o árbitro da partida pretendia e aos 51’, Ossai em excelente posição falha um golo cantado, em boa posição envia a bola ao poste, na sequência do lance, o Bragança ganha pontapé de canto. Na marcação do mesmo, surge Allisson nas alturas, sem oposição na pequena área a cabecear para o fundo das redes de Tiago Guedes inaugurando o marcador.

O jogo a partir daqui ficou ainda mais quizilento, e se já havia pouco tempo útil de jogo, passou a jogar-se ainda menos. O Vidago foi tentando reagir à desvantagem e tentando pressionar mais a equipa forasteira, aproximando-se da baliza adversária.

Num destes lances e num lance um pouco confuso, com os jogadores de ambas as equipas a não conseguirem em momento algum controlar a bola, esta aparece à merce de Gabi que com a cabeça introduz a bola na baliza fazendo o empate.

A partir daqui o Vidago conseguiu por períodos assentar a bola no chão, e criar perigo junto da baliza brigantina, no entanto, sem conseguir chegar ao golo.

Terminava assim o encontro com a divisão de pontos, com um futebol fraco, mas em que a abnegação das equipas nunca esteve em causa, mas sim, um jogo fica marcado por uma arbitragem de fraca qualidade, que impediu que se jogasse outro tipo de futebol. Jogo constantemente interrompido, muitas faltas, muita discussão, e para espanto de todos, com três minutos de tempo de compensação.

Texto e foto: Manuel Portelinha

VIDAGO-BRAGANÇA, 1-1

Vidago: Tiago Guedes; Jorginho (Luis Borges, 75); Pedro Miguel; Nuno Abreu; Nonso; Gabi; Parini; Joni; Principe (Edu Paiva, 75); Adão (Ilyas, 75) e Elias.

Treinador: Vítor Gamito

Bragança: Hugo; David Carvalho; Alisson; Ruben; Passos (Rafa, 83) ; João Jesus; Capelo; Nuno Silvano; Marco Trigo (Rogério, 75); Ossai e Dany

Treinador: Rafael Nascimento

Local: Estádio João de Oliveira – Vidago

Árbitro: Duarte Oliveira (AF Braga)

Ação disciplinar: cartão amarelo para Principe (17); Joni (27); Ossai (33); Pedro Miguel (44); Elias (58); Bruno Faria(66); Nuno Abreu (78); Ruben (80) e Edu Paiva (85). Cartão vermelho para Diogo Lopes (64) e Tunes (80), ambos suplentes do Vidago

Ao intervalo: 0-0

Golos: 0-1, Alisson (51); 1-1, Gabi (80).

Menu