CP (Série A): Maria da Fonte-Montalegre, 2-2 (crónica)

Empate não agradou a ninguém

CDC Montalegre esteve a perder por duas ocasiões, no entanto podia ter vencido se houvesse mais pontaria.

O relvado dos Moinhos Novos apresentou-se com relva demasiado alta, o que criou algumas dificuldades ao conjunto transmontano. Num desses lances, ao minuto 11, o Montalegre perde a bola na fase de construção e Guerra aproveita para inaugurar o marcador.

A reação dos transmontanos foi imediata e Rúben Neves assiste Xavi que cruza para conclusão perfeita de Samate, o melhor do Montalegre. O Maria da Fonte responde com remates fortes de Joãozinho e Telmo.

Num festival de futebol ofensivo, Rúben Neves isola-se mas atira ao lado. De bola parada, Miguel Ângelo obriga o guarda-redes do “Maria” a defesa apertada para canto… Ao minuto 41, a bola quase entra na baliza minhota, valeu a intervenção providencial a evitar que o golo subisse ao marcador.

A fechar o primeiro tempo, o juiz Marco Cruz assinala grande penalidade contra o Montalegre, considerando falta de Luan sobre Guerra. Um penálti que não nos parece existir. Na transformação, Telmo quase permite defesa de Jeimes que ainda toca na bola com as pernas. Gerou-se grande burburinho e o árbitro expulsou o capitão João Fernandes e o técnico-adjunto Rúben Santos que estavam no banco de suplentes. Ao intervalo 2-1.

A primeira meia hora da etapa complementar foi toda dos barrosões – mais bola , controlo – e o golo a aparecer depois de assistência de Rúben Neves para Zack concluir com cabeceamento colocado. Faltava ainda muito tempo e o Montalegre não aproveita perda de bola de Caseiro para passar para a frente. Pouco depois, grande jogada de Samate que merecia golo.

O Maria da Fonte refresca e revigora a equipa com as entradas de Henrique, Neto e Rui Abreu. A partir daqui, o duelo foi mais equilibrado e Henrique remata com perigo, naquela que foi a única oportunidade dos minhotos em toda a segunda parte.

O empate castiga o Montalegre por alguns erros, pode dizer-se ainda que não venceu a melhor equipa. Já o Maria da Fonte tem boas individualidades, mas falta-lhe ter uma equipa mais coesa, principalmente atrás.

O treinador do Maria da Fonte, Ivo Castro, começou por elogiar os transmontanos: “O Montalegre é muito forte, se calhar das equipas mais fortes dos últimos anos, mas o Maria da Fonte foi uma equipa muito intensa, muito combativa. No último terço, temos de definir melhor,  no entanto já me agradou bastante mais a equipa hoje. É este o caminho a seguir…”

Já o treinador adjunto do Montalegre, Rúben Santos, saiu desagradado com o resultado: “Pelo volume de oportunidades que criámos e qualidade de jogo merecíamos um pouco mais. O adversário aproveitou os nossos erros e materializou em golos, já nós tivemos falta de eficácia na finalização.”

O capitão João Fernandes foi expulso no banco, todavia diz-se “orgulhoso dos colegas. Somos uma grande equipa!” E criticou o árbitro: “O Montalegre começa a meter muita confusão ao andar lá em cima. Mais uma vez, uma falta de respeito. O que o árbitro fez foi uma vergonha.” João Fernandes não entende as duas expulsões e a grande penalidade assinalada contra o Montalegre.

Texto: Nuno Carvalho

MARIA DA FONTE-MONTALEGRE, 2-2

Maria da Fonte: Paulo Jorge; Joãozinho; Cabreira; Luiz Alberto; Ruizinho ©; Caseiro; Dinis (Henrique 58), Marques; (Rui Abreu 75); Xavier (Hircane 88) e Guerra (Hugo Neto 75).

Treinador: Ivo Castro

Montalegre: Jeimes; Xavi (Tiago Oliveira 87); Adílson Vaz (Zangão 53); Victor Pereira ©; Zack; Luan; Neves (Renato 87); Lio Guerra; Miguel Ângelo (Angola 87); Vilmar (Bah 76) e Samate.

Treinador: Rúben Santos

Local: Estádio dos Moinhos Novos – Póvoa de Lanhoso.

Árbitro: Marco Cruz (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Dinis (8), Luiz Alberto (38), Vilmar (45), Xavier (59) e Cabreira (66). Cartão vermelho para João Fernandes (45) e Rúben Santos (45+2).

Ao intervalo: 2-1

Golos: 1-0 Guerra (11); 1-1 Samate (15); 2-1 Telmo (44, pen.); 2-2 Zack (50).

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