Campeonato de Portugal: clubes repudiam suspensão da prova neste fim de semana

Mais de quarenta clubes do Campeonato de Portugal, entre os quais Pedras Salgadas, Montalegre, Vidago, Bragança, Mirandela e Vimioso, assinaram uma nota de repúdio devido ao adiamento dos jogos deste fim de semana, por ordem do governo e Direção-Geral de Saúde.

Os jogos das competições desportivas amadoras marcados para o fim de semana foram cancelados devido às restrições impostas para evitar a propagação do novo coronavírus, mantendo-se a calendarização das I e II Ligas de futebol.

“Fomos informados a altas horas da madrugada, através do Comunicado Oficial da FPF n.º 178, que as competições não profissionais não iriam competir por indicação expressa do Governo e da Direção-Geral da Saúde (DGS)”, pode ler-se no início da nota. Os clubes reconhecem e agradecem o esforço da Federação e Associações Distritais pelo esforço para que os jogos se realizassem.

Os clubes recordam as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, que afirmou que a proibição da saída de conselho eram apenas um conselho e não obrigatório. Nesse sentido, os clubes questionam a legalidade da suspensão da prova.

“Tal como referido ontem pelo nosso Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, as medidas do Governo devem ser levadas apenas como recomendações e não como obrigações. Tendo mesmo a figura máxima do nosso país levantado sérias questões sobre a constitucionalidade das medidas apresentadas”, pode ler-se.

“Depois de nos termos deparado nos últimos dias com cerca de 30 mil pessoas no Grande Prémio de Fórmula 1 no Algarve e ainda ontem milhares de pessoas a assistirem ao surfar das ondas do Canhão da Nazaré, juntando a isto a inconstitucionalidade das medidas governamentais, ficamos aterrorizados com as decisões levadas a cabo contra o futebol em Portugal, indústria que tem dado o exemplo quer ao nível das medidas praticadas pela situação pandémica vivida, quer pelas precauções e testes que têm feito aos seus profissionais”, pode ler-se.

Os clubes queixam-se de descriminação por parte do governo e prometem não se silenciarem nas críticas contra a suspensão da prova.

“É uma autêntica discriminação sem paralelo na história do desporto nacional e uma falta de respeito para com os atletas, dirigentes, sociedades desportivas e centenas de patrocinadores que num ano delicado reuniram esforços para fomentar o desporto. Temos assistido a um tomar de medidas completamente avulsas e que colocam em causa o futuro do desporto em Portugal”, termina.

Menu