Belenenses SAD

 O novo capítulo no conflito entre SAD e Belenenses clube. Ontem, o Tribunal da Propriedade Intectual aferiu o direito da sociedade anónima desportiva em utilizar o nome, símbolo e hino do Club de Futebol Os Belenenses no exercício o futebol profissional, tal como havia sido contratualizado em 1999.

 “ A SAD venceu Belenenses SAD é o nosso nome, nunca esteve em causa. Esta é a equipa que joga na Liga e sobre isso já não existem dúvidas. Este dia veio clarificar muito do que já havia sido dito e quem dizia a verdade era a administração da SAD”, começou por explicar o presidente Rui Pedro Soares, deixado um desabafo: “Depois de três anos em que diariamente éramos acusados de usurpar o nome do Belenenses, injustamente – a esmagadora maioria das pessoas estava convicta disso injustamente e não tinha noção de que nós tínhamos razão – isso ficou esclarecido. De hoje para a frete, quem, os chamar B SAD está a tentar ofender-nos”.

 O líder do Belenenses SAD aproveitou também para mostrar a vontade de chegar a um entendimento com a Direção do clube, liderada por Patrick Morais de Carvalho, e que já vendeu a participação que tinha na sociedade anónima desportiva, de forma a encerrar o machado de guerra num conflito que teve início em 2015.

 “Eu acho que os adeptos, todos sem exceção, querem um entendimento. Só fanáticos querem ver o contrário. Todos queremos partilhar as vitórias do Belenenses. Temos de pensar nos adeptos, é preciso encontrar uma solução. Tanto a SAD como o clube estão piores do que deviam estar com este conflito que se arrasta há seis anos. Os adversários do Belenenses estão lá fora” disse, piscando o olho a um eventual regresso ao Estádio do Restelo: “Acho que todos os sacrifícios feitos para construir o Estádio do Restelo não foi para se jogar futebol amador.

 Quanto às mudanças no futuro devido a esta decisão, Rui Pedro Soares optou por jogar à defesa. “Recebemos esta sentença há poucas horas. Ainda não tivemos oportunidade de reunir. Estamos há três anos a trabalhar no Estádio Nacional, os últimos dois não procurámos uma alternativa duradoura devido às eleições. Esta Direção foi reeleita, mas ainda não é o momento para falar dos efeitos.”

Orlando Fernandes (Jornalista)

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