Basquetebol: Derrota da Diogo Cão à porta fechada


Na 16ª jornada do LII Campeonato Nacional da 2ª Divisão Feminina (Zona Norte A), a equipa de seniores femininos da A.D.C.E. Diogo Cão, recebeu no seu pavilhão o Valongo.

Era mais um jogo, e em que nada alterava a classificação para o acesso à fase seguinte da equipa visitante e as vila-realenses no acesso à Taça Nacional. No entanto, e logo com cerca de 5 minutos de jogo do 1º quarto, deu-se o que menos se esperava, confrontos físicos nas bancadas entre os adeptos das duas equipas. Chamada a polícia ao local, pela equipa de arbitragem, foi dada ordem de saída do pavilhão de todos os adeptos, de ambas as equipas, e recomeçar o jogo à porta fechada. Foi um momento muito desagradável e fora do contexto desportivo a que a ADCE Diogo Cão não está habituada a presenciar no seu recinto desportivo.

Tudo isto se refletiu no jogo e em todas as três equipas que o compõem, continuando o mesmo espírito de “mau jogador” por parte da equipa adversária, com constantes faltas de contato físico inapropriado assim como palavras e expressões insultuosas para com todos os intervenientes do jogo.

Para resumir e falar do jogo, propriamente dito, fica o pensamento: “Quem ganha e perde jogos poucas vezes é o corpo, é quase sempre a alma. E há tão poucos treinadores e/ou adeptos que se ocupam da alma dos seus atletas! O basquetebol espetáculo reproduz e multiplica, demasiadas vezes, a sociedade altamente competitiva em que vivemos. Se gostassem de ler, certos responsáveis e/ou adeptos do basquetebol fariam d`O Príncipe de Maquiavel o seu livro de cabeceira. Mas não, um pouco de reflexão não é com eles. A sua cultura desportiva parece não passar da “doença infantil do palavrão e atos irracionais da criança que sempre serão” … (Adaptado de artigo de Manuel Sérgio, 127 – Abola).

Agora o jogo, resta pouco para dizer, apenas que as vilarealenses voltaram a falhar num fator que é sempre decisivo e com maior ponderação num jogo equilibrado, que é a eficácia de lançamento de campo, apesar de estarem sempre com um marcador equilibrado e terem a ultima posse de bola para ganhar o jogo, não conseguiram concretizar, assim o resultado final foi de 56 para a Diogo Cão e 57 para o Valongo.

É com alguma tristeza que acabo este texto a dizer que o espetáculo do desporto, na formação e não só, está cada vez mais comprometido e corrompido pela falta de ética desportiva de todos, sendo essencial repensar as leis que abrangem a violência no desporto e acima de tudo criar uma “consciência desportiva” naqueles que são responsáveis por transmitir os principais valores de uma sociedade que os está a perder a cada jogo.

Na próxima jornada ADCE Diogo Cão vai defrontar o B.C. Vila Real, o último jogo do campeonato e o derby da cidade. Será no pavilhão da Morgado de Mateus pelas 21h, sábado dia 16 de março.

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