Associação de Atletismo de Vila Real: a ver crescer os seus atletas desde 1988

A Associação de Atletismo de Vila Real (AAVR), dirigida por Jorge Ribeiro, é um organismo cuja principal função passa pela fiscalização da modalidade, estabelecendo uma ligação entre os clubes do distrito de Vila Real e a Federação Portuguesa de Atletismo (FPA). No total, esta associação, fundada a 10 de maio de 1988, tem ligação com 16 clubes dos quais se podem destacar o Núcleo de Atletismo de Vila Real, o Núcleo de Atletismo de Chaves, o Clube Escola de Mondim de Basto, o Clube Escola de Pedras Salgadas e a Associação Desportiva e Cultural de Constantim.

“Para os clubes terem uma vida desportiva, precisam de alguém que lhes organize um calendário com as competições”, afirmou Jorge Ribeiro, explicando, ainda, que “por inerência das funções da FPA, a associação organiza os calendários regionais de modo a que os atletas possam participar nas competições nacionais”.

De entre as provas que podem ser apontadas neste calendário, segundo o presidente da associação, a São Silvestre, que conta com 14 edições realizadas na cidade de Vila Real, é umas das corridas mais renomeadas. “A São Silvestre, só pelo nome, já é uma marca. Esta prova é uma oportunidade de as pessoas conseguirem obter um bom registo nestes dez quilómetros, demonstrando à cidade o resultado do treino que fazem ao longo do ano”, explicou o dirigente.

Hoje, AAVR é uma das 22 associações existentes em Portugal e, desde sempre, tem cativado e impulsionado os seus atletas desde tenra idade para a vida desportiva. De facto, para ser atleta da AAVR, é possível começar a partir dos seis anos, em escalões que são compreendidos entre Benjamins A e Veteranos, nas 24 especialidades deste desporto. “Isso permite aos atletas a prática de especialidades compreendidas entre corrida, salto, lançamento e, fora de pista, ainda fazemos estrada e montanha, o que demonstra a nossa variedade”, declarou o presidente.

Uma associação que cresce “a um ritmo assertivo”

Quase 32 anos após a sua fundação, a AAVR conta com quase “200 filiações”, um número que, para Jorge Ribeiro, é sinónimo de um crescimento “a um ritmo assertivo”, contudo, aquando da transição de juvenil para júnior, a associação sofre mais desistências, uma vez que “é difícil conciliar o emprego e a universidade com a atividade desportiva”. “Nós e todas as associações do interior sentimos muito essa perda”, frisou o responsável.

Para além disso, a falta de recursos humanos é, também uma debilidade que se reflete na falta de redes sociais por parte da AAVR. “Inicialmente ainda se tentou ser uma presença assídua nas redes sociais, mas faltam-nos recursos humanos e era impossível manter as redes sociais atualizadas” disse o presidente, acrescentando que a associação também tem dificuldade em aceder aos rankings e recordes dos seus atletas. “Temos de ir aos sites de associações como Porto e Lisboa para saber as marcas mais antigas dos nossos atletas”, referiu. No futuro, a curto prazo, o presidente pretende “aumentar a participação em campeonatos nacionais, os clubes filiados e os atletas de cada clube”. “Quantos mais clubes, mais fortes somos e conseguimos obter melhores rankings nacionais”, afirmou.

Já num período mais alargado, o dirigente revelou o desejo de “ter uma atleta nos Jogos Olímpicos”, acrescentando que “seria fantástico para o crescimento da Associação”.

Luís Miguel Gusmão

Artigo publicado originalmente no jornal Notícias de Vila Real

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