António Rodrigues conquistou em Santa Marta mais um Top 2 absoluto

A prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua transformou-se numa espécie de derradeira confirmação de que António Rodrigues está de regresso à elevada bitola exibicional a que nos habituou nas duas épocas integrais que leva na carreira de piloto de Montanha.

O piloto da NJ Racing/Lusimed teve um início de época muito atribulado. Problemas mecânicos na estreia do Silver Car EF 10 forçaram-no a desistir em Murça e, logo a seguir, sofreu um aparatoso acidente na Penha, que provocou muitas mazelas no seu novo protótipo catalão.

O trabalho de reconstrução do Silver Car foi meticuloso e demorado, forçando-o a faltar à terceira prova, na Arrábida, regressando apenas na Falperra, prova encarada por António Rodrigues e pela equipa técnica da FRPOWER como um teste em competição.

Mas na Serra da Estrela, quinta tirada do ano, o piloto mostrou em pista que o trabalho técnico tinha sido perfeito e guindou-se ao 2º lugar da geral, mesmo tendo então assumido que a prudência tinha estado sempre presente no ritmo que colocou na prova.

Em Santa Marta, terra onde vive, António Rodrigues cedo deu a entender que ia optar por “rodar rápido, mas nunca sequer perto dos limites. Este é um ano de aprendizagem do Silver Car EF10 e cada prova é um teste onde conseguimos não só experimentar afinações diferentes, mas também ganhar ritmo e confiança, para atacar a época de 2023 com mais ambição. Obviamente que, em Santa Marta, queríamos conquistar uma boa posição e o ritmo que impusemos foi um pouco mais forte do que o que tínhamos posto na Serra da Estrela”.

Na rampa do Clube Automóvel da Régua, ficou a apenas 4,8 segundos do vencedor, encurtando distâncias em relação a provas anteriores e dando assim sequência ao regresso aos resultados de topo.

“É o nosso segundo pódio absoluto consecutivo e este tem um sabor muito especial porque foi em casa. Fomos melhorando os tempos e sentimos que conseguimos extrair cada vez mais todo o potencial do Silver Car EF10. Não cometemos exageros, nem andamos no limite, porque a evolução tem de ser gradual para atingirmos os nossos objetivos. Estamos muito motivados para as próximas provas”, resumiu no final, acrescentando que tinha sido “fim-de-semana muito duro, mas ainda mais emocionante. Jamais esquecerei o incrível apoio que sentimos ao longo de todo o traçado da rampa, subida após subidas. Correr perante a família, os amigos, os patrocinadores e as gentes da nossa terra é incrível!”.

A “Bala do Douro” começa assim a dominar o potente Silver Car EF10 e está claramente transformado num candidato a chegar brevemente à primeira vitória absoluta da sua carreira, sendo claro que a velocidade e a confiança do piloto estão de volta aos fortes índices que sempre ostentou.

Foto: Ricardo Soares OMS

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