AFVR | SC Vila Pouca-SC Régua, 0-0: um empate que não agrada a nenhuma das equipas

SC Vila Pouca e SC Régua empataram 0-0, em jogo da 4ª jornada da Divisão de Honra da AF Vila Real , disputado no Complexo Desportivo Municipal de Vila Pouca de Aguiar, resultado que não agrada a nenhuma das equipas, e em que os aguiarense terminaram com dez jogadores.

As duas equipas entraram em campo com uma atitude similar aquela que é vista nas finais (aguerridas, muito fortes nos duelos e com muita vontade a lutar pelas segundas bolas).

Ambas as formações vinham com a lição bem estudada, o SC Régua a defender em bloco médio-baixo e a retirar profundidade aos três avançados do SC Vila Pouca (Arada, Fábio Carvalho e Padi), e a formação aguiarense apostar numa marcação homem a homem, como já há muito tempo não se via num jogo da divisão de honra (principalmente no meio campo, onde o jogo de pares era nítido, com Diogo Alves-Seminário, Neves-Machado e Filipe Silva-Quinzinho).

Os alas de ambas as equipas acompanhavam defensivamente os laterais adversários até à linha de fundo no momento defensivo. Portanto, cedo se percebeu que só num pormenor o jogo se ia decidir, dado o equilíbrio e a forma como as equipas se encaixaram.

A primeira parte teve duas oportunidades claras de golo , uma para cada lado (a mais flagrante para o lado reguense), com Coutinho a surgir isolado perante o guarda-redes Miguel Rosa e a “tocar ao lado” para Itallo, que demorou tempo demasiado para desferir o remate , permitido ao guarda-redes local “in extremis” evitar o golo que parecia certo.

Para a turma aguiarense houve um bom remate de Padi para defesa de Kiko (numa boa jogada de contra-ataque iniciada por Diogo Alves e em que Neves conduz e entrega no momento certo para o remate do esquerdino local).

Na segunda parte Diogo Alves ( (estava a ser o melhor em campo) foi expulso (47′), por ter visto o segundo cartão amarelo, deixando o SC Vila Pouca a jogar com dez elementos.

A equipa aguiarense com menos uma unidade em campo fechou atrás (acabou com a marcação homem a homem) e organizou-se com duas linhas de quatro e com Fábio Carvalho na frente. Acabou a “viver” de bolas metidas na frente, para algum dos avançados receber e forçar o 1×1 (Padi conseguiu isso algumas vezes e até com remates).

A partir daqui começa os “jogo dos bancos”. Na equipa da casa o técnico Carlos Salgado faz entrar Pedrinho e mais tarde de Afonso, para ajudarem no momento defensivo nas linhas (de onde vinha o perigo), e com Filipe Silva, Neves, Márcio e Edu a fazerem um jogo fantástico (autênticos bombeiros de serviço a limpar tudo que era possível e a ganharem a maioria dos duelos e sem “inventarem” ).

Já na formação reguense, Flávio Fonseca a colocar Itallo por dentro e com liberdade de movimentos, e com Garba bem aberto na linha, sendo que Francisco Santos estava incumbido da missão de fazer girar a bola e tentar furar a organização aguiarense (num desses lances até aparece em boa posição para finalizar já dentro da área). João Nuno deixou de ser marcado pelos centrais e conseguia vir buscar jogo entre linhas e causar desequilíbrios.

O lance de maior perigo veio em tempo de compensação, com Itallo a descobrir Coutinho dentro da área e este isolado com o guarda-redes adversário remata para golo, mas a bola é tirada praticamente em cima da linha de golo por Márcio.

O empate acaba por se ajustar, mas atrasa as duas equipas na luta pelo topo da tabela classificativa.

Texto: Luís Filipe

Foto: João Paulo

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