A falta de critério

Quem semeia ventos colhe tempestades! Lá diz o adágio popular e é o que está a acontecer à arbitragem, no futebol em Portugal, fruto da gritante falta de critério por parte dos juízes na condução dos jogos, com uma inexplicável duplicidade de decisões para lances iguais, às vezes na mesma partida.

Bem como a ausência absoluta de critério e de bom senso por parte de quem é responsável pelas nomeações Conjugado com um dos mais fracos quadros de árbitros dos últimos anos, em que mesmo os, poucos, aparentemente mais experientes e capacitado parecem estar “infetados” pelo vírus da mediocridade, tudo isto está a deixar o futebol à beira de um ataque de nervos.

Deram-se as melhores condições possíveis aos árbitros, desde a formação técnica ao treinador físico, criando academias e recorrendo aos melhores meios tecnológicos e a preparadores qualificados.

Profissionalizou-se uma boa parte dos juízes e garantiu-se a todos bons rendimentos financeiros para a realidade de Portugal e do nosso futebol. Investiram-se milhões de euros no sistema do vídeo-árbitro.

E tudo para quê? Para assistirmos a um aumentar de decisões verdadeiramente absurdas, Que resultam em expulsões ridículas e na omissão daquelas que se justificavam; em penáltis indiscutíveis por marcar enquanto se assinalam outros caricatos; na validação de golos precedidos de falta.

Decisões que estão à deixar os intervenientes diretos, dos jogadores aos treinadores e dirigentes, de cabeça perdida e que ameaçam despertar a fúria dos adeptos.
Mais do que fazer queixinhas de quem, crítica os árbitros quando tem razão, sempre com a lengalenga corporativista do costume, de que errar é humano, creio que está na hora de os dirigentes da arbitragem (CA e APAF) admitirem que algo está errado e começarem a traçar um novo rumo. Isto já não vai lá com a jarra…

Orlando Fernandes (Jornalista)

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