Carlos Vieira e Pedro Salvador não tiveram a sorte do seu lado nas duas corridas da jornada inaugural do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV) 2014, disputadas, no Circuito de Vasco Sameiro, em Braga. Uma desistência na corrida matinal e um problema mecânico que os atrasou na vespertina ditaram um resultado que está longe de traduzir o andamento de ambos os pilotos, sempre os mais rápidos em pista enquanto rodaram. Resta agora reagir e tentar responder com vitórias já na próxima jornada, para manter acesa a chama da luta pelo título.

O domingo amanheceu quente e as condições eram perfeitas para a primeira corrida. Carlos Vieira entrou como previsto para o primeiro turno de condução determinado a resolver cedo a questão, mas ainda assim surpreendeu tudo e todos logo na segunda volta ao superar o tempo da qualificação: com 1m13,917s, bateu o recorde da pista do Vasco Sameiro, que Pedro Salvador tinha fixado nos Treinos Livres. Continuou em seguida a forçar o ritmo para conseguir uma vantagem confortável. “Depois, comecei a gerir um pouco, para entregar o carro com os pneus bons ao Pedro (Salvador)”, contao piloto de Braga.
E tudo parecia correr bem, com a troca de pilotos em perfeitas condições já feita,só que o motor do TatuusPY012 não pegou. Após várias tentativas e a perda de muito tempo, optaram por empurrar o carro para que o motor pegasse, incorrendo logo aí numa penalização (30 segundos ou drive through) por manobra não autorizada pelos regulamentos. Mas o pior estava para vir. Pedro Salvador começou a rodar como previsto e a recuperar terreno, quando, à entrada para a recta da meta, o acelerador do Tatuus «colou», forçandoo piloto a uma saída larga. Conseguiu depois que se soltasse e prosseguiu, mas o problema repetiu-se, originando uma incursão pela relva, felizmente sem consequências.
Com o acelerador a manter-se desta feita colado, seguiu-se a inevitável entrada na boxe para se concluir que a desistência era também ela inevitável. “Na troca de pilotos, desligou-se o cabo do motor de arranque”, contou depois Pedro Salvador, explicando igualmente o que se passou com o acelerador: “O cabo ficou preso na camisa, numa situação impossível controlar e de prever. Foi pena, porque o carro estava bem e tínhamos todas as condições para ganhar”.
Na segunda corrida, disputada sob o calor tórrido da tarde bracarense, o infortúnio voltou a assolar a equipa: logo na volta inaugural, o cabo acelerador deu novamente dores de cabeça, desta vez soltando-se. Pedro Salvador teve de entrar na boxe e perdeu aí quase duas voltas até o problema estar solucionado. Regressou à pista e foi sempre o mais rápido, para depois Carlos Vieira manter esse estatuto durante o seu turno, mas o tempo perdido foi demasiado e só foi possível recuperarem de último até sexto.
“Espero que tenhamos levado já com toda a dose de azar para a época inteira”, desabafa com justificada frustração Pedro Salvador. Carlos Vieira também era o rosto do desalento, mas, tal como o colega de equipa, com a atitude que se impõe: “Resta continuar o bom trabalho feito até agora e traduzir em resultados o andamento que aqui demonstrámos, com duas poles, recordes sucessivos do circuito e o andamento mais rápido em corrida. Estamos já a pensar em tentar vencer a próxima”.
E a próxima jornada do CNV 2014 disputa-se no mítico traçado da Rampa da Falperra, já no fim-de-semana de 10 e 11 de Maio.

 

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