XVII Open AAUTAD

0
387

Singulares e pares ficam (novamente) em casa

Os deuses revelaram bondade no passado fim-de-semana desta edição 17 do Open AAUTAD! Dois dias com sol abundante, calor q.b., mas não excessivo, e uns finais de tarde bem agradáveis com uma amena brisa! De resto, este número, o 17, foi considerado como nefasto na antiguidade romana, por as letras que o compõem, XVII, serem, mudadas de ordem, as da palavra VIXI, isto é… vivi! Mas bem vivo e aproveitando da melhor forma os treinos que o final do ano lectivo lhe proporcionou, Henrique Vaz, atleta da Secção de Ténis da AAUTAD, entrou da melhor forma nesta fase da época e conquistou a “dobradinha” do Open AAUTAD, prova realizada nos courts de cimento poroso da UTAD.

Singulares e pares no “saco”! Literalmente! Como nota paralela para esta edição, e é uma nota importante, estavam em disputa quatro apetecíveis prémios Dunlop: dois sacos Biomimetic Thermo 10 e dois Biomimetic Thermo 3. Além disso, o evento contou com uma distribuição preambular de t-shirts aos atletas participantes, oferenda da entidade bancária NOVO BANCO (cortesia do Gabinete das Universidades, na pessoa de António Bernardo) e agendas AAUTAD. Em tempo de crise, bem bom!

Quanto ao grande vencedor do Open AAUTAD, os “loooongos” meses de ausência competitiva levantaram, talvez, algumas dúvidas quanto à real capacidade de afirmação nos courts transmontanos de Henrique Vaz. O tempo, ainda que inexorável, tem-se encarregado de dizer o contrário. No entanto, o próprio jogador tem consciência que há momentos menos bons no campo de ténis.

Numa modalidade tão exigente, mas de inegável fruição, nem sempre se consegue ter a noção dos riscos e do nível dos adversários. Só quem anda com o saco às costas pode falar com propriedade. No caso de Vaz ficou bem claro que o tenista da academia transmontana tem classe e valor para se manter num patamar superlativo. Cada jogo confere-lhe maior tranquilidade e uma outra lucidez. Decididamente, há mais certezas do que dúvidas.

No cômputo geral da competição, dir-se-ia, “Poucos, mas bons”! “Muitos poucos, fazem muito”! Ou, ainda, “Junta-te aos bons e serás como eles…”. Neste sentido, o modelo adoptado foi, nos singulares e pares, um democrático… todos contra todos. E foi do agrado da totalidade dos tenistas envolvidos. Assim, a uma derrota prematura, seguir-se-ia novo encontro e renovada esperança de uma melhor prestação. Desportivamente, o torneio decorreu com elevação, em ambiente assaz competitivo mas cordato, e num registo de grande urbanidade.

Na vertente de singulares, Henrique Vaz (AAUTAD) venceu a prova, secundado por António Machado (CTVR). No encontro que os colocou frente-a-frente, repleto de golpes potentes e muita “bola pesada” de parte a parte, o atleta da Associação Académica da UTAD (na foto, à esquerda) levou a melhor e venceu Machado por convincentes 6/0, 6/4. Na variante de pares, sempre muito apreciada e disputada entre os representantes do CTVR, Henrique Vaz, em parceria com Amadeu Fernandes, técnico da Secção de Ténis da AAUTAD, venceram todos os seus encontros, posicionando-se no lugar cimeiro, à frente da rotinada dupla do CTVR, Albano Ledo / Paulo Padilha.

No encontro entre estas duas equipas, o tandem Henrique Vaz / Amadeu Fernandes (na foto, à direita) aproveitou os almejados pontos de break e conseguiu as necessárias quebras de serviço para triunfar por 6/3, 6/4, perante a sempre competente e aguerrida parelha do emblema vila-realense.

No programa conclusivo do Open AAUTAD figurou a habitual a cerimónia de entrega dos troféus, repetida gentileza da Câmara Municipal de Vila Real, a habitual “chapa” para a posteridade e ainda um simpático lanche oferecido pela Secção de Ténis da AAUTAD aos tenistas e público presente. Enfim, o final de tarde mereceu tal desfecho.

AF

Deixar comentário

Comentário