Na 18ª jornada da Divisão de Honra, AF Vila Real, o SC Vila Pouca deslocou ao reduto do Salto. A partida terminou empatada (1-1), e as duas formações finalizaram o desafio reduzidas a nove elementos. Em declarações ao Desportivo Transmontano (DT), Filipe Nascimento, Presidente do SC Vila Pouca, mostrou-se desagradado com algumas situações que assistiu durante o jogo. “O jogador do Salto, Cléusio, foi expulso por protestos e por enfrentar o fiscal de linha, assim que vê o vermelho parte para cima do árbitro, separam-no e em seguida ele tenta agredir o nosso jogador Dioguinho, é nesta altura que o Márcio, atleta do Vila Pouca, tenta acalmar os ânimos e separa ambos os jogadores. Neste seguimento, e sem que nada o fizesse prever, Júnior, jogador do Salto, agrediu o Márcio com o murro. O árbitro André Santos expulsa ambos os atletas, quando apenas um deveria ter sido expulso, o agressor. Gostava que me explicassem o porquê do nosso jogador Márcio ter sido expulso”, questionou o dirigente desportivo.

Para o Presidente do SC Vila Pouca, ocorreram mais acontecimentos que o desagradaram neste desafio. “O Cléusio, jogador do Salto, depois de expulso e visivelmente fora de si, à entrada do balneário parte uma garrafa de vidro e tenta voltar ao campo, só não o fez porque foi impedido pelas gentes presentes, que tiveram o bom-senso de o segurar e meter dentro do balneário. Acho que estas situações são no meu entender desprestigiantes para o nosso futebol distrital. Posso também acrescentar que no momento em que ocorreram as expulsos dos jogadores, um atleta do Salto empurrou o juiz da partida. Apercebi-me depois, que o árbitro André Santos, deu indicação às forças de segurança presentes para identificarem o jogador. Não sei se interpretou o empurrão como uma agressão. Vou ficar à espera de saber o que foi escrito no relatório”, focou.

Por fim, existiram mais dois momentos no jogo que Filipe Nascimento classifica como “falta de respeito e intimidação”. “Após a confusão que se instalou pelos acontecimento anteriores já relatados, o jogo esteve mais de dez minutos parado, para que se apaziguassem os ânimos. O árbitro decidiu retomar a partida e apenas dá quatro minutos de compensação. Não me pareceu justo. Devia ter dado mais tempo, para compensar os longos minutos em que a partida esteve visivelmente interrompida. Mas, pareceu-me que o árbitro, André Santos, se estava a sentir intimidado pelos adeptos do Salto que durante todo o jogo tiveram uma postura no meu entender de ameaça para com a equipa de arbitragem, não deixando que o jogo se desenrola-se da forma mais justa. Acho que estas situações de intimidação aos árbitros durante os jogos, não são favoráveis para o nosso futebol distrital, e a AFVR deveria estar mais atenta”, finalizou Filipe Nascimento.

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