Entrevista: Paulo Pinto, jogador de Futsal

0
555

A entrevista desta semana conduzida por Fernando Parente, recaiu em Paulo Pinto, atleta que se iniciou no Miramar e que está a dar cartas no panorama do futsal mundial ao serviço da equipa do FC Balticflora da República Checa, treinada por Roger Augusto (ex Viseu Futsal).

Paulo Pinto que se encontra a jogar no estrangeiro desde a época 2006/07 quando ingressou na formação espanhola dos Azulejos Ramos de Talavera, teve ainda passagens pelo futsal da Roménia, Polónia e China.

No seu palmarés constam a conquista de um Campeonato Distrital e um Nacional em juniores ao serviço do Miramar, e na  época 2003/04 foi considerado o vigésimo melhor jogador mundial em Sub-21, em 2009/10 na Polónia foi considerado um dos três melhores jogadores estrangeiros.

 

Paulo, mais um produto “made in” Miramar a dar cartas no panorama do futsal mundial. O que te apraz dizer sobre o clube que te formou?

Sem dúvida, o Miramar foi um clube importante para mim, onde ganhei um campeonato nacional de juniores com a Mister Carolina Silva. E foi o Clube que me lançou na primeira divisão portuguesa, também onde tive a oportunidade de trabalhar com o Mister Zego.

Fizeste a tua estreia pelos seniores do Miramar com 19 anos numa altura em que o clube estava a enfraquecer. Sentiste alguma vez que aquele grande clube que foi outrora pudesse fechar portas?

Sim, porque na altura a parte financeira já não andava muito bem…Isso leva a que os clubes fechem as portas, infelizmente.

 

Sais de um clube em fase terminal para outro que depois teve o mesmo desfecho (Famalicense). Contudo, consideras que esses dois passos foram um enorme momento de aprendizagem para ti, no início da tua evolução como jogador de futsal?

Foram os meus dois primeiros clubes como sénior e os meus primeiros três anos na primeira divisão portuguesa, onde tive muita sorte de apanhar exelentes treinadores, como ja referi antes.O Mister Zego e o Mister Raul Castro no Miramar e o Mister Paulo Tavares no Famalicense.

 

Seguiu-se o Alpendorada, clube que representaste durante um ano e que após vários na ribalta, também acabou por fechar portas. O que significou a passagem por este clube emblemático?

O Alpendorada foi a sequência do meu bom trabalho nos clubes anteriores. Onde trabalhei com o Mister Vasconcelos, que também aprendi bastante, mas aproveitei pouco as oportunidades que me foram dadas.

 

Defrontaste várias vezes a AAUTAD e posteriormente a AAUTAD/Realfut. O que recordas desses embates?

Recordo-me sempre de jogos muito difíceis, principalmente na casa da UTAD.

 

Algum dia chegaste a ser equacionado para vires a ser jogador da AAUTAD/Realfut?

Sim, acho que duas vezes. Uma lembro-me perfeitamente por que foi o treinador Edinho que falou comigo. Mas que nunca deu certo.

 

E entre todos os clubes que representaste, qual aquele que te deu mais projeção na tua carreira de jogador?

Famalicense.

 

A ida para o estrangeiro (Espanha em 2006-07), onde jogaste na equipa do Azulejos Ramos de Talavera, foi por necessidade ou para a tua afirmação como profissional da modalidade?

Para mim, foi pelas duas coisas, embora na época tinha tido uma proposta de Portugal, mas Espanha sempre foi um sonho!

                                                                                                                Qual foi para ti o melhor treinador que tiveste até ao momento?

Graças a Deus tive exelentes treinadores, mas sem dúvida que o Gerardo Rosa e o Paulo Tavares foram os dois mais importantes pra mim até hoje.

Entre Miramar, Famalicense, Alpendorada, Azulejos Ramos (Espanha), AD Fundão,City´us Tirgu Murese Spicon SF. Gheorge (Roménia), Nova Katowice (Polónia), Operário dos Açores, Zhuhai da China e agora FC Balticflora da República Checa, qual o clube que mais te marcou?

Famalicense, pelas grandes amizades que lá fiz.

 

Na tua carreira de jogador passaste por algumas dificuldades em alguns clubes. De que tipo e em quais?

Sim, no Nova Katowice (Polónia) onde fiquei muitos meses sem receber e me dificultou a vida um pouco.

 

Foste, no ano de 2003-2004 votado pelo site www.futsalplanet.com para a eleição dos melhores jogadores sub-21 mundiais onde conseguiste a 20ª posição. O que acarretou em ti essa distinção?

Para falar a verdade, para mim, foi uma surpresa. Foi sem dúvida bom para mim, por que surgiram convites de clubes do estrangeiro.

 

Na época 2010-2011 foste também votado, mas como um dos três melhores estrangeiros a jogar na Polónia. Sentes que o reconhecimento do teu real valor em Portugal nunca te foi dado?

Fiquei feliz pelo reconhecimento na liga polaca. Eu acho que o meu real valor nunca foi reconhecido em Portugal devido à instabilidade (pouco tempo nos clubes).

 

Como é ser profissional de futsal e reconhecido fora de portas e nunca ter tido uma oportunidade de afirmação na nossa Seleção?

Ser reconhecido seja onde for é sempre é bom. Quanto ao não ter tido oportunidade na seleção, é sempre triste.

Alguma vez foste convidado para representar alguma Seleção que não a nossa?

Não, nunca surgiu essa oportunidade.

 

O regresso a Portugal será para breve ou vais ficar mais alguns anos pelo estrangeiro?

Penso que vou ficar mais uns anos por fora, mas nunca descarto um dia voltar a Portugal, pois é o meu país!

 

FC Balticflora, mais uma passagem ou para continuar, agora que vais ser orientado por um conterrâneo teu ( Roger Augusto, ex- Viseu Futsal)?

Tem tudo pra continuar, temos objetivos de ser campeões e isso é uma motivação para um jogador continuar no clube. Lógico que a vinda do Mister Roger Augusto veio reforçar mais a minha vontade de permanecer no clube.

 

Amigo Paulo Pinto, deixas-te algo por dizer que não tenhas referido nas questões anteriores?

Não, acho que não tenho muito mais a dizer. Agradeço muito pela entrevista. Obrigado.

Deixar comentário

Comentário