Paulinho “ Simplesmente gosto de jogar futsal”

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Por: Fernando Parente

Desta vez o entrevistado é Paulo Rocha, mais conhecido no mundo do futsal como “ Paulinho”. A frase: “ Simplesmente gosto de jogar futsal”, marca a ainda curta carreira deste enormíssimo jogador. De capitão do seu AR Freixieiro a estrela do SL Benfica, Paulinho dá-nos a conhecer um pouco da sua história desportiva, sempre dominada pelo bichinho do Futsal.

 

Paulinho, em Portugal e na modalidade de futsal, falar-se do Freixieiro (Matosinhos), fala-se dum bairro de futsal, fala-se duma excelente formação na modalidade. Conta aos leitores do Desportivo Transmontano e Futsal Porto Distrital o significado de passares 14 anos ao serviço desse enorme clube.

Antes de mais um muito obrigado por me contactarem…Eu comecei bem cedo a jogar futsal , desde os 8 anos a convite do Sr. Manuel Rocha , que era na altura o coordenador máximo da formação do Freixieiro.. o significado é de enorme orgulho de ter feito a minha formação nessa grande instituição.

Estás intimamente ligado a dois clubes emblemáticos em Portugal:AR Freixieiro e SL Benfica. Definena tua ótica, cada um deles e a importância que os mesmos tiveram na tua afirmação como jogador de futsal.

O Freixieiro vai estar sempre ligado à minha vida. Nunca vou esquecer as pessoas do freixo, muito menos o clube… Mas são situações diferentes. O SL Benfica é um clube muito grande, que só quem joga cá sabe o que significa o Benfica em todo o mundo..

Tu, tal como muitos atletas em Portugal, tornaste-te numa das referências da modalidade. Sentes que o salto para o SL Benfica foi um passo em grande na tua carreira?

Sim, sei. A oportunidade de vir para o Benfica veio numa altura difícil em que tinha descido com o Freixieiro. Desde já agradeço às pessoas do Benfica que acreditaram em mim.

Em Portugal, és um dos poucos jogadores que se pode gabar de ser formado na modalidade, pois ingressaste na mesma aos 8 anos e apenas sais do clube que te formou já um jogador feito. O que representa para ti o AR Freixieiro?

O Freixieiro para mim representa muita coisa, foi lá que tudo começou. Mas também posso dizer que, se lá não estivesse gente que gostasse de mim nessa altura secalhar não estava aqui a falar convosco. Foi lá que fiz a estreia na 1 divisão aos 16 anos, foi onde comecei a ganhar dinheiro. Significa muito mesmo.

Para quem viu o AR Freixieiro ser campeão, como foram vividos estes últimos anos, que levaram o clube da 1ª divisão à distrital?

Como já disse, estive ligado à descida da equipa para a 2 divisão. Foi para todos muito difícil aceitar isso. Também vai ser uma coisa com a qual vou estar sempre ligado..com muita pena minha claro.

Entre Freixieiro e Benfica, foste mais um dos muitos emigrantes futsalistas que Portugal tem espalhados por esse mundo fora. Como se processou a tua ida para a Rússia?

A minha ida para a Rússia foi toda ela conduzida pelo Sr. Manuel Pina. As negociações com o clube russo e o Freixieiro.Chegaram a um acordo os 2 clubes e depois negociei eu, mas sempre com o Pina a tratar de tudo…

Foste para um clube comunista, o KPRF. Como foi viver uma experiência longe de casa e num País totalmente diferente do nosso?

Sim, muito diferente. No início foi complicado, mas depois com ajuda do João Leite fiquei mais tranquilo. Entretanto chegou a minha mulher e o meu filho , e fiquei ainda mais tranquilo, mas foi complicado.

Uma experiência que apenas durou 4 meses. O que falhou para ires em Setembro e vires embora em Dezembro?

Durou mais. Eu cheguei lá em Janeiro e vim em Dezembro. O que falhou fui eu, que não me adaptei muito bem. Foi a 1 vez que saí de Portugal e não correu muito bem.

Dá-se o teu regresso a Portugal e ao teu Freixieiro. Como foi voltar e sentires que o teu clube de sempre estava a passar enormes dificuldades?

Eu tinha várias propostas, mas como disse, o Freixieiro estava a passar dificuldades ..e quando o Mário Brito veio falar comigo,nao hesitei em nada e disse que sim.

No final desse ano, em que o Freixieiro desce à 2ª Divisão, alguma vez pensaste que irias chegar ao Benfica?

Não…eu já estava a negociar com outros clubes. Mas quando apareceu o Benfica, eu só queria jogar no Benfica porque era uma oportunidade que não sabia se ia aparecer mais.

Sais dum clube que sempre tentou ser profissional para um já bastante profissionalizado. Que diferenças encontraste entre um clube histórico em queda para um clube em que todos os anos existe a pressão de ganhar títulos?

O Freixieiro foi profissional uns anos, eu fui profissional no Freixieiro… mas claro que são clubes diferentes, os objetivos não são iguais. Aqui sim, existe a pressão de ganhar todos os jogos, e temos de ganhar tudo em que estamos a competir.

Segundo ano no SL Benfica, segundo Treinador. Mas com toda a certeza, os mesmos objetivos, ganhar títulos. Destronar a hegemonia do Sporting é o grande passo a conquistar este ano?

Nós, esta época temos de fazer o que não fizemos a época passada, estávamos bem encaminhados mas correu mal. Este ano passa pelo mesmo objetivo, ganhar tudo: Taça de Portugal e Campeonato.

Como é ser jogador do SL Benfica?

Ser jogador do Benfica é uma responsabilidade muito grande. Temos de ser exemplares em todo o lado que vamos, aqui eu posso estar tranquilo num sítio qualquer e estou a ser visto por adeptos, termos de ser muito exemplares.

Estando no SL Benfica, está-se mais perto da Seleção. Sentes que com a renovação em marcha na equipa de “todos nós”, que poderás ser um dos eleitos do selecionador Jorge Brás a curto prazo?

Trabalho para isso todos os dias. Penso que tenho uma oportunidade boa para ir à Seleção. Agora tenho de trabalhar para fazer o selecionador acreditar em mim..

De todas as equipas que integraste, qual a equipa e o plantel que te marcou mais?

Foi o plantel do Freixieiro. Era uma equipa formada pela formação do clube, exceto no ano em que estava o Miguel Almeida e noutro quando esteve o Coco. Éramos miúdos de 20 anos até 24 no máximo.

De todos os títulos que conquistaste ao longo da tua carreira e do teu bom desempenho, qual foi para ti a melhor época desportiva até ao momento?

A minha melhor época estava a ser antes de partir para a Rússia. Estava-me a sentir bem a jogar, foi a época 2012/2013.

A tua vida de futsalista esteve em muitos anos ligada a mais um nome do futsal nacional, Ricardo Fernandes (Módicus). O que te apraz dizer sobre ele?

Sim, o Ricardo Fernandes foi muito importante para mim. Ajudou-me imenso, é uma pessoa trabalhadora e merece o que representa para os outros jogadores.

E sobre treinadores. Tivestes alguns, cada um diferente do outro. Qual ou quais os que te marcaram mais e que te ajudaram a evoluir na modalidade?

Da formação foram todos, desde os escola com o Sr. Mário João, até aos juniores do Sr. Manuel Rocha.Nos seniores tive o Joaquim Brito que foi como meu pai também. O José Vasconcelos com quem aprendi muito. Mando um abraço para todos eles que são : SR. MÁRIO JOÃO, SR. TAVARES, SR. VÍTOR, SR. PAULO RIBEIRO, SR. ROCHA.

Amigo Paulinho, deixas-te algo por dizer que não tenhas referido nas questões anteriores?

Não, foi tudo dito. Um muito obrigado ao Desportivo Transmontano e que possa continuar com este grande trabalho. Abraço a todos.

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