Opinião: Uma importância (social) do desporto

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Por João Pinto Santos

O mundo desportivo não vive, somente, dos grandes clubes ou das modalidades de maior referência noticiosa. Os clubes de menor dimensão, quer em termos nacionais, quer em termos regionais, tem uma importância de relevo no incentivo da prática desportiva a todos aqueles que o desejam.

As Associações Regionais assumem, assim, um papel preponderante na dinamização das diferentes modalidades desportivas. Umas com melhor poder organizativo e financeiro do que outras, mas todas elas tentam, dentro das suas capacidades, proporcionar aos seus clubes (associados) condições para prática da respectiva modalidade.

Mas são os clubes os grandes agentes dinamizadores do desporto regional. Para além da vertente desportiva – que deve estar sempre presente, existe a vertente social. E é nesta missão que os clubes fazem um trabalho digno e de louvar. A aquisição de valores: do respeito, da amizade, da responsabilidade, da entreajuda, do empenho e da justiça, são fundamentais para formar bons cidadãos e devem estar na génese do trabalho dos clubes.

Os clubes devem então, numa fase inicial, ter a preocupação de incutir nos seus atletas valores sociais e de educação, ajudando-os na formação de sua identidade. Os agentes desportivos devem conseguir transmitir esses valores, bem como, os próprios pais. O saber explicar os sucessos e insucessos dos resultados, sobretudo das derrotas, bem como, o respeito pelo adversário, são elementares para o sucesso social e educativo do atleta.

Por vezes, os jovens atletas são o reflexo do comportamento dos pais e dos agentes desportivos! Todos nós já assistimos a jogos onde a conduta dos intervenientes é deplorável… São dias em que “Fair Play” fica na gaveta!

No entanto, e mesmo com todas aquelas situações menos positivas que todos os dias entram pela nossa casa através da comunicação social, o desporto sendo um fenómeno de massas, que aglomera todas as classes sociais e económicas, revela-se um instrumento fundamental para a integração social dos vários intervenientes.

Os pais devem incutir a prática do desporto aos seus filhos, seja ela qual for, mas sempre de acordo com os gostos dos seus filhos, de forma a estes a praticarem com enorme agrado, enquanto contributo de socialização, no desenvolvimento de capacidades e competências, ou tão-somente na perspectiva de lazer, saúde e tempos livres.

Não podemos querer fazer dos nossos filhos verdadeiras máquinas desportivas, como se todos eles conseguissem ser um CR7…

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