Variante de pares foi concluída e título ficou em “casa”

Chegou, finalmente, ao término mais uma edição do Open Aniversário, evento aberto a toda a academia transmontana e comunidade vila-realense em geral. Foi mais uma organização da Secção de Ténis da AAUTAD, divisão desportiva da academia transmontana que, desde 1991, data da sua génese, tem vindo a granjear notoriedade, escala e alcance para cumprir a sua missão. Isto é, ténis ao alcance de todos!

O momento festivo foi aproveitado para celebrar 24 anos de profícua actividade e sucessos desportivos. Há umas semanas atrás, desenrolou-se a final de singulares (Henrique Vaz, da AAUTAD, venceu eficazmente o representante do CTVR, Raul Alhais) e agora foi concluída a competição de duplas. Neste particular, e depois de terem já almejado o título de pares do Open Antigos Alunos e do Open AAUTAD na presente temporada, os dois colegas de equipa da academia transmontana, Henrique Vaz e Amadeu Fernandes, replicaram a parceria e conquistaram novo troféu nesta variante.

Desta feita, a vitória surgiu neste Open Aniversário, cujos últimos encontros decorreram nas instalações do CTVR, gentilmente cedidas à organização tenística da AAUTAD. No programa competitivo do pretérito Domingo constavam duas apetecíveis ½ finais.

O público teria frente-a-frente a dupla da AAUTAD, Henrique Vaz / Amadeu Fernandes, e o par do CTVR, Raul Alhais / João Santos e, no outro jogo, 100% CTVR, Paulo Padilha / Albano Ledo defrontavam Acácio Mateus / Helder Areias. Convidado surpresa, e pouco agradável, foi o nevoeiro! Tipo… El-Rei D. Sebastião! A bruma instalou-se mais próxima do solo pelo arrefecimento do ar em contacto com a terra, a humidade tornava as bolas mais pesadas e a indumentária dos tenistas envolvidos era mais cuidada. Ainda assim, grande espírito competitivo e genuína fruição pela modalidade.

Desportivamente, falando a esmo e sem preocupação de minúcia, após vitória sobre a dupla Acácio Mateus / Hélder Areias por 6/3, 6/2, a entrosada parceria Paulo Padilha / Albano Ledo ganhava o direito de disputar mais uma final.

No outro encontro, Henrique Vaz e Amadeu Fernandes carimbavam confortavelmente (6/0, 6/2) a passagem ao encontro decisivo perante o par Raul Alhais / João Santos.

Assim, na contenda final, estiveram em liça os pares que melhores recursos técnicos apresentaram. Henrique Vaz / Amadeu Fernandes vs Paulo Padilha / Albano Ledo era um “cartaz” déjà vu!

Abertas as “hostilidades para a discussão do título, o duo Vaz / Fernandes iniciou bem o embate e rapidamente tomou a dianteira do marcador. Manutenção do serviço e breaks aos oponentes resultaram num célere 6/0.

No segundo set, a dupla do CTVR tentou reagir e assinalou no encontro o seu primeiro jogo. 6/0, 0/1 era o registo. Depois o tandem da AAUTAD continuou com a mesma eficácia no fundo do court, e nas imediações da rede as suas acções revelaram-se conclusivas, alcançando um derradeiro break sinónimo de 2.º set por 6/1. Um ténis exclamativo!

As contas estavam fechadas e o título de pares ficou na posse da dupla da AAUTAD. No fundo, os “stores” da equipa da academia transmontana revelaram-se jogadores competitivos, sempre no limite da doação desportiva. E perante tão excelsa concorrência, não vacilaram. Uma coisa é ter qualidades e ser capaz de exprimir isso pontualmente quando a pressão não é de tamanha exigência; outra é mostrar capacidades de ir mais além. O ténis é o somatório de pontos e não de golpes artisticos; é o evitar de erros não forçados e não procurar o winner a cada ponto. Por vezes, isso basta para fazer a diferença.

Ainda assim, victis honor – honra aos vencidos. Por maior que seja a glória, se não for útil é estultícia! Num país onde não se fala com conhecimento de causa e furiosamente de outra coisa que não do desporto “Rei”, seria desejável que outros campos, desportivamente férteis, fossem alvo de uma cuidada e imparcial atenção.

A encerrar este Open Aniversário ocorreu a tradicional cerimónia de entrega dos troféus, repetida gentileza da Câmara Municipal de Vila Real, e o habitual momento “Kodak” para a posteridade, onde figurou um singelo apoio às vítimas da série de atentados de que foi alvo a cidade de Paris.

No término desta competição, a propósito da recente barbárie sobre a “Cidade Luz”, Amadeu Fernandes, treinador da AAUTAD e, por sinal, natural de França, referiu  “ Fiquei com o coração apertado! Sou solidário e estou preocupado com o córtex de algumas pessoas! Ou lobo frontal, sei lá! Fico perplexo com estes indivíduos que sofrem de obsessão, ou são sobredotados num só hemisfério do cérebro! Mas nada que uma trepanação não resolva! Haja fé (ateístas inclusos) e indignados! Enfim…Vive la France!”, concluiu.

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