Nuno Pinto: “Foi a experiência mais exigente da minha carreira”

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“Foi a experiência mais exigente e trabalhosa que enfrentei em toda a minha carreira que já leva 20 anos, desde o futebol distrital da A.F do Porto até à 1ª liga”

Numa entrevista ao Desportivo Transmontano e Noticias de Vila Real, o Treinador do Sport Clube de Vila Real, Nuno Pinto, fez o balanço dos dois meses e meio ao serviço do clube, debruçando-se principalmente sobre as mudanças da equipa, que permitiram a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores.

Conhecia a realidade do clube quando aceitou ser treinador do Vila Real?

Conhecia a equipa, pois já a tinha visto jogar seis vezes. A realidade do clube e suas condições não.

Os três primeiros jogos foram complicados, sem conseguir pontos, inclusive no final do jogo com o Amarante FC, usou a expressão, de que iriam encarar os jogos a partir dali com “ um espírito de missão”. Que mudou desde ai?

O primeiro para mim não conta, pois cheguei numa quinta – feira à noite, fui apresentado ao grupo de trabalho e vi o treino. Depois treinei sexta – feira e Sábado fomos para o jogo no qual não pude estar no banco nem nenhum elemento da equipa técnica, por isso considero que estes jogadores foram sozinhos para o jogo. Depois do Amarante nada mudou, trabalhamos sempre da mesma forma.

A qualidade do plantel era inegável, mas os resultados teimavam em não aparecer. Para si, qual o momento chave da época e quais as maiores dificuldades que enfrentou a nível de treino?

O plantel tinha qualidade mas não quantidade nem equilíbrio. Tinha um ponta de lança, um extremo esquerdo, um lateral direito, um lateral esquerdo, etc… Para mim não houve momento chave, houve sim evolução por via do trabalho, ou melhor de muito trabalho. As principais dificuldades que encontrei foram o horário tardio de treino não compatível com o horário da competição, a falta de um campo secundário e o desequilíbrio do plantel em número e em posições de jogadores.

A proeza de conseguir 19 pontos em 21 possíveis na 2ª volta da Segunda Fase do CNS, foi verdadeiramente histórico e heróico para o clube. Como se explica esta reta final alucinante?

Trabalho, disciplina e rigor. Para mim a pergunta é, como se explica o campeonato vergonhoso até à 5ª jornada da fase de manutenção 25 jogos = 2 vitórias + 6 empates?

Como foi vivido no banco, o último jogo frente à AD Oliveirense?

Um pouco mais de nervosismo e ansiedade naturalmente.

E que balanço faz destes dois meses e meio a frente do SC Vila Real?

Foi a experiência mais exigente e trabalhosa que enfrentei em toda a minha carreira que já leva 20 anos, desde o futebol distrital da A.F do Porto até à 1ª liga ou até à final da Taça de Portugal que fui como adjunto do Vitória de Setúbal ou à ½ da mesma Taça que conquistei como técnico principal ao serviço do Desportivo de Chaves.

Concorda com o modelo atual do Campeonato Nacional de Séniores?

Com a manutenção sim, com a fase de subida e apuramento do campeão não. Sou completamente contra o modelo da promoção.

No início de temporada, existiu muita especulação em torno da equipa, e das contratações. Foram chegando ao clube jogadores agenciados, em detrimento dos jogadores da “Terra”. Para si, será uma política correta e para ser seguida nos próximos anos pelo clube?

 Para mim, todos os clubes não só o Vila Real têm de potenciar todos os recursos que têm à sua disposição.

Onde é que se imagina daqui a um ano?

NP – A festejar, não uma manutenção, mas sim uma subida de divisão.

José Carlos Leitão

 

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