Mundial Rallycross em Montalegre (este fim de semana)

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É já este fim de semana que o circuito internacional de Montalegre acolhe a segunda prova do Campeonato do Mundo de Rallycross, evento que volta a prometer espetáculo.

A vila de Montalegre volta a representar Portugal em mais um Campeonato do Mundo de Rallycross. Acontece já este fim de semana no circuito internacional, com a segunda prova do evento. O Mundial apresenta como grande novidade, a deslocação à Cidade do Cabo, primeira visita da modalidade ao continente africano. Acontece na despedida da temporada, a 11 e 12 de novembro de 2017.

 

CALENDÁRIO | MUNDIAL 2017

1. Espanha (Barcelona) – 1 e 2 abril

Portugal (Montalegre) – este fim de semana
3. Alemanha (Hockenheim) – 5 e 6 maio
4. Bélgica (Mettet) – 13 e 14 maio
5. Grã-Bretanha (Lydden Hill) – 27 e 28 maio
6. Noruega (Hell) – 10 e 11 junho
7. Suécia (Holjes) – 1 e 2 julho
8. Canadá (Trois-Riviéres) – 5 e 6 agosto
9. França (Loheac) – 2 e 3 setembro
10. Letónia (Riga) – 16 e 17 setembro
11. Alemanha (Esterling) – 30 setembro e 1 outubro
12. África do Sul (Cidade do Cabo) – 11 e 12 novembro

 

O QUE MUDA EM 2017?

Vai ser implementado um CFTV ou, em termos oficiais, um circuito fechado de televisão, nos circuitos para servir de assistência ao diretor e aos comissários de prova na investigação de incidentes. O sistema constituído por várias câmaras vai transmitir imagens em direto para uma unidade de controlo, onde o diretor da prova pode pedir que as mesmas sejam passadas de novo para se analisar um incidente ou para pedir aos comissários que as utilizem para investigarem aprofundadamente. O sistema vai abranger as principais áreas do circuito, fornecendo, assim, uma fonte adicional de provas para os oficiais.

Vai existir um novo sistema de penalização para “comportamentos antidesportivos durante a competição”. Por cada infração cometida, considerada pelo diretor e pelos oficiais da prova, vai haver, no mínimo, uma repreensão. Se um piloto receber, numa só temporada, três repreensões ser-lhe-ão retirados 5 pontos, se receber oito repreensões ser-lhe-ão retirados 15 pontos, e se o piloto receber dez repreensões será desqualificado do campeonato.

Pela primeira vez em 2017, os pilotos que não tenham sido selecionados para participar numa prova, devido a um excesso de inscrições, serão colocados numa lista de reserva. Desta forma, se um piloto pré-selecionado desistir de participar antes da segunda-feira (ao meio-dia) anterior à competição, a vaga vai ser oferecida ao primeiro piloto que estiver na lista de reserva. Se o piloto anterior não preencher a vaga esta será oferecida ao próximo piloto na lista.

Um piloto pode utilizar dois turbos em cada prova e, agora, seis durante toda a temporada do Campeonato. Caso exceda este número, a penalização será a dedução de 10 pontos por cada infração individual.
Vai fazer parte do programa de 12 provas do World RX uma nova prova. O circuito de Killarney, situado na Cidade do Cabo, capital da África do Sul, vai receber a última prova do Campeonato, que irá decorrer entre 10 e 11 de novembro 2017.

O FIA Campeonato Europeu de Rallycross vai continuar a ser disputado em cinco das provas europeias do Campeonato do Mundo de Rallycross: em Barcelona, na Noruega, na Suécia, na França e na Letónia. O FIA Campeonato Europeu de Rallycross de Super1600 vai ser disputado em Portugal, na Bélgica, na Suécia, na França, na Letónia e na Alemanha, enquanto o FIA Campeonato Europeu de Rallycross de TouringCar vai ser disputado em Barcelona, na Bélgica, na Grã-Bretanha, na Noruega e na Alemanha. O número máximo de inscrições por prova no World RX é 25, no Euro RX Supercar é 35, no Euro RX Super1600 é 30 e no Euro RX TouringCar é 20.

A categoria anteriormente conhecida como RX Lites Cup passará a ser denominada de RX2. Será concedido um espaço exclusivo no paddock aos competidores e às equipas desta categoria. O equipamento de corrida dos pilotos também será idêntico. A RX2 vai-se juntar ao World RX nas duas provas no Canadá e na África do Sul, como parte de uma competição de sete provas. A categoria também vai fazer parte das provas do World RX na Bélgica, na Grã-Bretanha, na Noruega, na Suécia e na França.

Muita coisa mudou na formação das equipas antes do arranque do FIA Campeonato do Mundo de Rallycross 2017. Seis equipas permanentes de dois carros vão competir pelo Título de Equipas, enquanto 18 pilotos permanentes vão competir pelo Campeonato de Pilotos do World RX.
O bicampeão Petter Solberg vai-se juntar ao sueco, vice-campeão do mundo de 2016, Johan Kristoffersson na equipa PSRX, apoiada de fábrica pela Volkswagen Sweden, que correrão com um par de novos Polo GTi Supercars.

A equipa EKS de Mattias Ekstrom também recebeu apoio do fabricante, Audi. A EKS vai participar no Campeonato de Pilotos com uma participação individual de Reinis Nitiss, que vai correr com um Audi S1, simultaneamente com a sua equipa de dois carros de Mattias Ekstrom e Toomas Heikkinen.
A equipa Peugeot-Hansen também vai competir individualmente e em simultâneo com a sua equipa de dois carros, com o supercampeão de ralis Sébastien Loeb e Timmy Hansen, e individualmente com o atual Campeão Europeu de Rallycross, Kevin Hansen, todos em Peugeot 208 WRX.
Timo Scheider, duas vezes campeão do DTM, assinou pela MJP Racing Team Austria (anteriormente World RX Team Austria) para fazer parceria com o vencedor de provas World RX, Kevin Eriksson, enquanto que os pilotos desta equipa em 2016, Timur Timerzyanov e Janis Baumais, vão competir com novas cores: as da STARD, gerida por Manfred Stohl.

A DA Racing-Eurodatacar vai providenciar um Peugeot 208 WRX a Jean-Baptiste Dubourg para uma participação individual, enquanto o britânico Guy Wilks vai correr com um Volkswagen Polo Supercar da Loco World RX Team. Kornel “CsuCsu” Lukacs vai correr com um Kia Rio Supercar e Niclas Gronholm vai correr com um Ford Fiesta Supercar, construído pela M-Sport, como participação individual.
Intacta continua a equipa Hoonigan Racing Division que continua a contar com a mega estrela Ken Block e o 3.º classificado do World RX 2016 Andreas Bakkerud, ambos em Ford Focus RS RX com apoio oficial Ford.

 

O QUE HÁ DE NOVO EM MONTALEGRE?

No circuito internacional de Montalegre decorrem obras para a construção de uma nova bancada no lado sul da pista. Além dessas obras, a estrada principal de acesso à pista foi desviada para que se pudesse expandir o paddock de Supercars, ocupando agora o espaço que anteriormente era da estrada de acesso e ainda mais algum espaço adicional decorrente da demolição da colina. Estão ainda em curso mais alguns melhoramentos em estruturas da pista e da torre de controlo. Este ano deixou de existir acesso livre a comida e bebidas na bancada VIP, passando essa bancada a ser designada “Bancada Central”, passando os preços dos bilhetes para essa bancada a ser também mais reduzidos. Para quem desejar ter acesso a refeições e bebidas na pista, foi criado um passe especial chamado “Passe de Catering” ou “Hospitality” que pode ser associado a qualquer bilhete para qualquer bancada. Esse passe é individual para cada dia de corridas e dá acesso à tenda de catering com um serviço de refeições muito melhor e mais completo que a antiga oferta no bar da bancada central.
Em termos desportivos, além dos pilotos permanentes do World RX – Supercars, confirmados para Montalegre está o segundo piloto da DA Racing, a estrela do WTCC, Gregoire Demoustier, no Peugeot 208 WRX, o piloto da Munnich Motorsport, René Muennich, em Seat Ibiza RX Supercar, bem como o piloto português Joaquim Santos, da Bompiso Racing Team, em Ford Focus RX. Prevê-se ainda a participação de mais um ou dois pilotos portugueses na categoria Supercars, bem como duas equipas francesas que estão dependentes da confirmação de mais alguns apoios para que possam competir em Portugal.
Na popular categoria Super1600, além dos 24 pilotos permanentes, em Montalegre estarão ainda várias equipas nacionais e internacionais de Super1600. Esta categoria contará seguramente com mais de 30 inscritos. Destaque para Mário Barbosa da equipa Compincar RX, primeiro português a fazer todo o Campeonato Europeu de Rallycross, que pilotará em 2017 um Ford Fiesta Super1600.
Em Montalegre, além dos Supercar e Super1600, continuaremos a contar com a categoria de suporte Crosscar, com 20 pilotos inscritos, o que fará com que a prova conte com cerca 75 carros inscritos somando todas as categorias!

 

TEM A PALAVRA

Orlando Alves | Presidente da Câmara Municipal de Montalegre

«Este evento tem uma enorme importância para a sustentabilidade do território e dinamização da economia local. É um evento que esgota totalmente a capacidade hoteleira da região e se estende à vizinha Galiza. Temos a prova garantida por mais cinco anos. Foi indiscutivelmente uma grande vitória mas que nos saiu do bolso. Fizemos um grande investimento. No final dos cinco anos, teremos a melhor pista do Mundo situada em altitude que obriga a uma preparação diferente dos pilotos. Estamos a fazer um esforço financeiro enorme mas enquanto depender de nós, Montalegre estará sempre ligada a esta organização. Este ano criamos condições para instalar mais três mil lugares, mais o investimento no paddock. Estão a decorrer negociações para que a nossa pista possa receber pilotos espanhóis e isso é obviamente muito bom».

 

Jorge Fonseca | Presidente do Clube Automóvel de Vila Real

«Da nossa parte, o esquema está todo montado. Já realizamos as devidas reuniões com o pessoal. Teremos mais uma dezena de pessoas ao serviço no sentido de assegurarmos as melhores condições. As estruturas estão montadas, estamos prontos para avançar. As expetativas são sempre boas. Esta prova faz parte das preferências dos espectadores. Quem vem a Montalegre uma primeira vez regressa a cada ano. É sempre um excelente espetáculo».

 

Manuel Mello Breyner | Presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK)

«Esta prova do Mundial Rallycross tem toda a importância porque a FIA organiza cinco Campeonatos do Mundo e passam cá três. Para um país como o nosso, parece-me bastante simpático. Então aqui para a região de Montalegre é um espetáculo. É a recompensa do bom esforço que fizeram no passado».

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