Viajar no tempo faz ainda parte da uma realidade distante e utópica. Mas para os amantes do desporto automóvel, a terceira edição do RallySpirit permitiu recuar na história e viver momentos únicos de revivalismo, com a presença de alguns dos mais icónicos carros de ralis de todos os tempos, a que se juntaram pilotos que escreveram algumas das mais belas páginas da história do automobilismo mundial e nacional.

Mas, durante dois dias, entre Vila Nova de Gaia a Vila do Coronado e Santo Tirso, o passado “andou de mãos dadas” com o presente uma vez que, no mesmo palco, o RallySpirit Altronix também juntou os pilotos e máquinas da última geração, que, sem preconceitos, conviveram, pintando um quadro emocional “sui generis”.

Tão importante como o espetáculo desportivo proporcionado pela organização da Xikane e do Clube Automóvel de Santo Tirso foi o ambiente de descontração que é também já uma das imagens de marca do evento.

Os espectadores tiveram o invulgar privilégio de conviverem informalmente com os seus ídolos, muitos aproveitando para tirar “aquela” selfie com o seu carro preferido como pano de fundo, fosse ele musculado Citroën C2 S1600, um elegante Alpine-Renault, um vestuto Fiat 131 Abarth, um respeitável Renault 5 Turbo, um venerável Lancia 037 ou uns mais comuns, mas sempre admiráveis Ford Escort ou Porsche 911 de diferentes gerações, sem esquecer a célebre Renault 4 L que fez algumas provas do Campeonato do Mundo de Ralis e não podia também deixar de lançar o seu charme no RallySpirit Altronix.

Em três parágrafos explica-se então o sucesso de mais uma edição do RallySpirit Altronix, num exercício, apesar de tudo, redutor para a amplitude das emoções vividas por todos os fãs do automobilismo e dos muitos curiosos que facilmente criaram empatia com o evento pelo jogo de sensações oferecido.

Não é todos os dias que se vê em ação um ex-Campeão do Mundo de Ralis como Ari Vatanen, a guiar um mítico Ford Escort WRC. Não é todos os dias que se assiste ao regresso à atividade de um Bicampeão do Mundo de Ralis (PWRC), como Armindo Araújo, ou de um Campeão do Mundo FIA de Grupo N, como Rui Madeira.

À parada de estrelas juntaram-se mais três campeões nacionais de ralis – Adruzilo Lopes, Bernardo Sousa e Pedro Meireles, Bicampeões de Ralis Norte como o caso de Luís Delgado e André Carvalho numa lista de ilustres nomes do automobilismo, sempre prontos para dar o seu contributo para um espetáculo de luxo.

Na Categoria “Spirit” a dupla do Alto Tâmega não entrou com o pé direito na noite de sexta feira, fazendo um 3º tempo da geral na super especial no quartel da serra do pilar e um 5º tempo na especial noturna de Coronado, a dupla ficou sem travões não arriscando qualquer saída de estrada que poderia deitar tudo a perder, os calços novos que meteram no C2 não aprovaram então a equipa na assistência trocou para uns usados e assim continuaram para o dia seguinte na 5ª posição geral.

No sábado os Transmontanos não começaram muito confortáveis com o set-up do seu Citroën o que ainda originou uma saída de estrada mas sem grandes estragos voltaram a estrada e começando a ganhar ritmo de troço para troço chegaram ao 9º troço e ultimo em 2ºs da geral, acabando na marginal de Vila Nova de Gaia, perante uma esmagadora plateia que se encontrava na mesma.

Luís Delgado  e André Carvalho dão assim por terminada a época de 2017 arrecadando o Titulo de Bicampeões de Ralis Norte 2017 e Campeões do Troféu Inter Municípios 2017, sendo galardoados em Dezembro em ambas as Galas.

 

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