Entrevista com António José Marques, presidente da AFVR

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toze_marques“Mais emblemas históricos vão regressar à Associação de Futebol”

O Presidente da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), António José Marques, fez a projeção da nova época desportiva, realçou o aspecto de alguns emblemas históricos terem regressado ao futebol distrital, e abordou o seu desempenho à frente da Associação de Futebol.

O Presidente da AFVR começa por referir que está satisfeito com o regresso de emblemas históricos ao futebol sénior distrital, casos de Murça, Salto, Vidago e Santa Marta. Clubes que no seu entender vieram dar um acréscimo de qualidade à Divisão de Honra.

“Estou relativamente satisfeito com a composição do Campeonato da Divisão de Honra. Parece-me que conseguimos reunir um leque de clubes interessantes, que de certa forma vem aumentar a qualidade futebolística da nossa região. Com a recuperação de vários emblemas históricos foi-nos possível ter um campeonato mais atrativo e ao mesmo tempo competitivo. O nosso objetivo è futuramente continuar a desenvolver esta política de diálogo com outros emblemas históricos, procurando que os mesmos regressem novamente ao nosso campeonato”, mencionou.

Modelo é o mais adequado

A Divisão de Honra nesta nova época desportiva apresenta um total de 15 clubes, sendo que vai folgar um por jornada. Sobre, este novo modelo do campeonato, o Presidente da Associação de Futebol de Vila Real, refere que é o formato mais indicado dado ao número de clubes inscritos na competição, por outro lado prevê que a competição seja decidida nas últimas jornadas.

“Este ano tivemos 15 clubes que efectuaram a sua inscrição no campeonato. Achamos que o modelo que apresentamos para a competição é o mais aconselhável, possibilitando um campeonato mais competitivo. É certo que uma equipa vai folgar por jornada, mas pela composição dos planteis prevejo que este ano a Divisão de Honra será seguramente decidida nas últimas jornadas. Temos clubes que se reforçaram bem, e penso que a luta pelos lugares cimeiros vai ser intensa. O intuito de se fazer regressar emblemas como Santa Marta, Murça, Salto e Vidago foi com a finalidade, de tornar a competição mais dinâmica e com projeção. Procuramos envolver as autarquias neste processo porque sem elas seria impossível os clubes competirem. Somos uma associação que defende o diálogo e a troca de ideias, por isso estamos a dar passos importantes para aumentarmos significativamente o número de praticantes na nossa região”, referiu.

Taxas poderão descer

Em relação à pergunta sobre as taxas que os clubes pagam à AFVR, o dirigente desportivo aborda essa questão dizendo que tem tomado medidas para que as mesmas sejam cada vez de menos valor. Inclusive, nos campeonatos de formação neste nova época desportiva já foi possível uma diminuição de custos.

“Nesta nova temporada conseguimos baixar os custos das inscrições nos campeonatos de formação. Penso que foi uma medida acertada, e que de certa forma é uma boa ajuda para os clubes. Vimos isto como um passo importante, e que queremos estender ao futebol sénior. Mas penso que na próxima época já será possível uma diminuição de taxas mais acentuada que os clubes têm de pagar à Associação de Futebol para inscreverem os seus atletas. Foi uma promessa eleitoral, que vamos cumprir com o devido tempo”, focou o dirigente.

Nova prova está na calha

António José Marques aproveitou esta entrevista para revelar que está num processo negocial com a Associação de Futebol de Bragança (AFB) para a criação de uma nova prova, a “Taça Transmontana” a ser disputada na próxima época, e que irá colocar frente-a-frente o vencedor da Divisão de Honra da AF Vila Real, com o vencedor da Divisão de Honra da AF Bragança. No seu entender este intercâmbio entre associações é benéfico para promoção do desporto na região transmontana.

“Posso desde já adiantar que a Associação de Futebol de Vila Real está num processo negocial com AFB, para que na próxima época desportiva consigamos ter a criação da “Taça Transmontana”.  Penso que é uma competição com prestígio que terá a finalidade de promover o desporto em Trás-os-Montes. É nosso desejo esta troca de parcerias com outras associações, pois achamos que é fulcral haver estes intercâmbios para dar mais dinamismo à  região. Queremos colocar Vila Real no mapa do desporto nacional, e com estas iniciativas estamos a caminhar num bom sentido”, destacou.

“Balanço é positivo”

Por último, o Presidente da AFVR mostra-se muito satisfeito com o seu mandato à frente da Associação de Futebol, afirmando que tem procurado desempenhar um papel ativo junto dos clubes, alertando-os para a realidade futebolística que a nossa região tem atravessado.

“ O balanço que faço enquanto Presidente da Associação de Futebol é bastante positivo. Eu e a minha equipa directiva temos tentado fazer uma política de proximidade com os clubes. Sabemos da realidade em que vivem os emblemas nossos filiados e temos procurado alertá-los para as medidas que tomam diariamente. Hoje, é possível olhar para o distrito de Vila Real e observar que já existe um conjunto assinalável de campos de relva sintética que outrora não seria possível. Vão sendo dados passos importantes no aspeto das infra-estruturas para que os praticantes melhorem dia após dia o seu processo de formação. Optamos ainda por mudar a imagem institucional da Associação de Futebol tornando-a mais moderna e apelativa. Diariamente, através das redes sociais divulgamos as nossas iniciativas e procuramos ser um órgão desportivo actualizado e informado. Por isso, estou muito satisfeito com o desempenho que tenho tido na AFVR”, finalizou.

 

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2 Comentários

  1. Muito …muito fraco. Queremos um presidente do distrito de vila real e nao um negociante de bolas!

  2. Uma boa entrevista, a dar sinais claros que hoje há uma lufada de ar fresco na AF Vila Real, com pessoas que conhecem o Futebol por dentro, e por fora!

    Espero que essas novas ideias possam combater também a “desertificação” competitiva do Futebol no Distrito de Vila Real.

    A talhe de foice, algures neste site em tempos, “escrevinhei” e sustentei, de forma factual que a competitividade dos Clubes deste Distrito ressentia-se quando eram e são promovidos aos Nacionais, não só nos escalões séniores, mas também na Formação, invariavelmente os Clubes tiravam (tiram ainda) “bilhete de ida e volta”, salvo raras excepções!

    Bom, nesse sentido, não haverá enquadramento para o aumento de jogos, e com grau de dificuldade mais elevada? Porque não os playoffs?

    Veja-se o exemplo do Campeonato Holandês, com a pouca expressão Europeia dos Clubes da Eredevisie, foram introduzidos os playoff´s, para conferir aos Clubes Holandeses maior competitividade interna, para melhorarem o seu rendimento nas competições da UEFA!

    Onde pretendo chegar? Com a implementação do Playoff na AF Vila Real aumentaria o numero de jogos, elevaria o grau de dificuldade desses jogos, e elevaria a competitividade, naturalmente mais jogos, mais competição, maior difilculdade competitiva, garantiria mais competencias e valências às equipas promovidas, e dessa forma evitasse ou diminuia o fosso competitivo quando essas equipas ascendem aos escalões Nacionais.

    Confesso, que na Formação com a taxa de natalidade residual neste Distrito, em concelhos cada vez mais desertificados, não vislumbro uma receita para conferir maior competitividade nesses escalões, provavelmente, o incentivo à organização de Torneios Juvenis (Carnaval ou Pascoa), com Equipas Grandes ou mesmo da vizinha Espanha (por exemplo da Galiza), fomentaria/motivaria com certeza um aumento dos praticantes, assim como permitiria elevar o nível competitivo das equipas da Formação deste Distrito, naturalmente, desde que possivel. Depois, para lá dos Campeonatos Distritais, aumentar o numero de jogos com provas extras, para garantir mais tempo de competição aos mais jovens. Um Campeonato Distrital, com 3/4 meses de competição, e cerca de 16/18 jogos por temporada não garantirá estofo competitivo aos jovens Atletas. Todavia, o Presidente da AFVR com know how nessa area da Formação, saberá melhor que ninguem encontrar resposatas para esse latente problema!

    A relação de proximidade, e as sinergias com a AF Bragança são também boas práticas, aliás, ambas as Associações tem problemas em comum, e recordo que algures na década de 50, os Clubes do Distrito de Bragança competiram na AF Vila Real. Mas assim haja criatividade, essas sinergias podem solucionar problemas que são comuns, sobretudo a interioridade e a desertificação de ambos os Distritos, também no que concerne ao Futebol!

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