“Mais do que um clube, o Vila Real deve ser uma família”

Aos 44 anos, Paulo Cadete assume o comando técnico do Sport Clube de Vila Real. O treinador faz um balanço da prestação da equipa no Campeonato de Portugal, fala da sua relação com os jogadores e está confiante na manutenção do emblema vila-realense na prova.

Questionado sobre o desempenho que o SC Vila Real está a ter no Campeonato de Portugal, Paulo Cadete refere que o clube alvinegro tem surpreendido muitos adversários e que foi por mera infelicidade que a equipa não atingiu o play-off de promoção. “Faço um balanço positivo da primeira fase do Campeonato de Portugal. Surpreendemos muita gente com a nossa classificação, bem como termos chegado à 18ª jornada do campeonato com a possibilidade de alcançarmos um lugar no play-off de promoção. Por isso, estou muito satisfeito com o trabalho dos meus jogadores e pelos objectivos que temos vindo a ultrapassar”, refere.

Em relação ao play-off de manutenção, o treinador acredita que todos os pontos vão fazer a diferença, mas só um SC Vila Real na sua máxima força conseguirá atingir os seus objectivos. Segundo o técnico, todos os pormenores vão fazer a diferença porque nenhuma equipa vai querer descer de divisão. “Nesta nova fase do Campeonato de Portugal temos de ser ainda mais fortes. Estamos preparados para as adversidades que vamos encontrar, mas temos de estar bem preparados. Vamos partir com uma diferença mínima de cinco pontos para o último classificado, o que é uma margem muito curta, mas temos de arrepiar caminho e continuar a trabalhar diariamente para atingir o nosso objectivo. Estou ciente de que esta nova fase do campeonato vai ser muito equilibrada, na qual todos os pontos conquistados podem fazer claramente a diferença”, menciona.

“Tento preparar os jogadores para o futuro”

Sobre a forma como procura transmitir a mensagem aos seus jogadores, Paulo Cadete confessa que recorre muitas vezes ao seu passado enquanto jogador, bem como à aprendizagem que teve com grandes treinadores do futebol português para demonstrar aos seus atletas que no futebol só com “trabalho, dedicação e espírito de equipa é que se consegue vencer”.

“Tento preparar os jogadores para o futuro, porque no futebol, como todos sabem, as coisas podem mudar de um dia para o outro. Nas minhas palestras faço sempre questão de ouvir aquilo que os meus jogadores pensam sobre o jogo e sobre cada adversário. O diálogo é importante e só com a troca de ideias e experiências é possível melhorarmos o nosso trabalho enquanto equipa”, atira.

Já em relação ao facto de o plantel do Vila Real ser jovem, com grande parte dos atletas a terem uma média de idades de 22 anos, o treinador confessa que no início da época o seu maior desafio foi explicar aos jogadores que o futebol é um jogo colectivo e não individual”.

O plantel do SC Vila Real é actualmente formado por jogadores de diversas nacionalidades, que, neste momento, se encontram longe das suas famílias, bem como longe do seu país de origem. Sobre a forma como estes jogadores vivem diariamente afastados dos seus países, Paulo Cadete relata que nem sempre é fácil para um jovem atleta estar afastado da sua família, mas, no SC Vila Real, todos os jogadores são acolhidos de igual maneira e o clube tem feito de tudo para que os atletas estejam em permanente contacto com os seus familiares. “O meu objectivo é ter todos os jogadores focados nos treinos. Mais do que um clube, temos de ser uma família. É desta forma que o SC Vila Real pode crescer enquanto equipa. Temos também o exemplo do nosso Director Desportivo que, no Natal, acolheu alguns jogadores em sua casa. É de facto este envolvimento que a direcção tem, em particular com os jogadores que vêm de fora, é fenomenal e bastante gratificante”, destaca.

Adeptos devem ser cativados em irem ao estádio”

Quanto à relação que a equipa mantém com a massa adepta, o treinador acredita que os sócios e simpatizantes do Vila Real confiam nesta equipa e sabem do valor de cada jogador.

“Os jogadores gostam de sentir que os adeptos estão consigo ao longo do jogo. Lembro-me, enquanto era miúdo, vim uma vez ao Estádio do Monte da Forca e estava repleto de adeptos a apoiar a equipa. O meu sonho era que isso também acontecesse neste momento. Contudo, percebo que temos de ser nós, equipa técnica, bem como os jogadores dentro de campo a puxar os adeptos ao estádio e permitir- lhes festejar cada vitória connosco. Porém, nesta próxima fase do campeonato, sabemos que vamos encontrar muitas dificuldades e gostaríamos que os nossos adeptos fossem o décimo segundo jogador a apoiar-nos desde o princípio ao fim”, diz.

Sobre o aspecto de, no final da temporada, o Vila Real ver algum atleta seu ser transferido para uma equipa de divisão superior, Paulo Cadete vê esse facto como uma situação natural, porque na sua opinião o emblema transmontano tem jogadores que podem ir longe no futebol português.

Por fim, Paulo Cadete faz o último remate nesta entrevista referindo que o jogo em casa que o Vila Real perdeu com o Pedras Rubras foi fulcral nas contas finais do campeonato e que, se não fosse essa derrota, o Vila Real poderia estar a lutar por uma eventual subida. O treinador refere ainda que era importante não sofrer qualquer derrota em casa e curiosamente a única derrota que o Vila Real tem no seu reduto foi frente ao Pedras Rubras. Por vezes, o futebol também tem destas curiosidades…

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3 COMENTÁRIOS

  1. O conteudo desta entrevista é uma palhaçada,o treinador não prepara os atletas para o futuro nem sabe fazê-lo, trata os atletas de forma diferenciada, os atletas do empresário, os que ele indicou o resto é o resto, não é correto não é coerente, basta relembrar a forma infantil do afastamento do Vila Real da Taça e mais não digo. Em relação ao diretor desportivo, não faz ideia das competências e qualificações de um diretor desportivo que não faz mais que andar por aí a pavonear-se com os atletas estrangeiros dos quais a maioria não vai chegar a lado nenhum,não tem equidade nos seus comportamentos e escolhas, com os outros e perante os outros, a vaidade vai dar em arrependimento mas nessa altura vai ser tarde e rezem para que a conclusão deste campeonato nao seja a descida, nessa altura quero ver o empresário a entupir o Vila Real com atletas que apenas estão a ajudar o Vila Real a cavar um buraco financeiro cada vez mais fundo. deixem-se de vaidade e trabalhem a sério. Pelos sócios e adeptos pois estes é que merecem tudo.

  2. foi por mera infelicidade? desculpas…ou foi por falta de capacidade e inteligência? o bila só dependia dele, depois é que se pos a jeito e ficou a depender dos outros….teve tudo para ir a outra fase, tudo, mas,,,,,
    lá estamos nós infelizes….nesta fase tem se ser para ficar em 1º , tudo abaixo disso é um fracasso e não desculpa depois da infelicidade, da sorte ou do azar…
    agora nesta fase, abram as portas para os adeptos e ponham os sócios a pagar como já fizeram…. que nós vamos sempre,,,
    carrega o bila

  3. o vila real iniciou o campeanato em gondomar com um plantel em termos de qualidade e quantidade muito aquém das necessidades competitivas e aí o treinador nada opu pouco poderia fazer…agora dizer que o jogo em casa com o pedras rubras foi decisivo para o bila não atingir a fase de subida nao estou de acordo…basta olhar para os ultimos 5 jogos e verificar os resultados…aqui sim houve uma grande falta de ambição e conquista do treinador…resumindo… o bila fez uma razoavel campanha nesta fase,o seu treinador tem o seu mérito, assim como os jogadores e direção mas…abraços desportivos

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