Costa Pereira: “Reconheço que o futebol está caro”

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O Presidente da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), José Costa Pereira, em entrevista ao Desportivo Transmontano falou das expectativas para a nova temporada que se avizinha, abordando também a questão do abandono do futebol sénior de Vidago FC e AC Alijoense, bem como tecendo duras criticas ao modelo competitivo implementado no Campeonato Nacional de Seniores.

“Desde que sou Presidente da AFVR, nunca subi um cêntimo às taxas de inscrição dos clubes”

José Costa Pereira, preside a AFVR há 10 anos consecutivos, na qual, começa por referir que enquanto líder do organismo que tutela o futebol distrital nunca aumentou um cêntimo às taxas de inscrição dos clubes na associação. “Eu desde que sou Presidente da AFVR, nunca subi um cêntimo o valor das inscrições dos clubes. O valor actual é o mesmo já há vários anos, e contrariamente ao que se diz, não existem associações com taxas mais baixas do que as nossas. Dando o exemplo da AF Viseu, enquanto nós temos efectivamente taxas únicas, eles têm taxas diferenciadas, e se somarmos todas as taxas envolvidas verificamos que os valores não diferem. Contudo, reconheço que o futebol está caro”, declarou.

“Fiquei surpreendido  com a desistência do Vidago”

Sobre o abandono do futebol sénior do Vidago FC e AC Alijoense, o dirigente desportivo menciona que ficou surpreendido com a desistência do primeiro emblema, e que em relação ao segundo era uma situação perfeitamente expectável. “Nós tínhamos um prazo para a inscrição dos clubes, e fomos de certa forma alargando esse mesmo prazo permitindo que os clubes se organizassem da melhor maneira. A desistência do Vidago, foi-nós comunicada três dias antes por correio electrónico. Segundo eles, por falta de apoio do Município de Chaves. Confesso que ficamos surpreendidos com esta decisão, porque acreditávamos que com maior ou menor dificuldade, o Vidago iria participar, mas infelizmente não se veio a confirmar. Quanto ao Alijoense, a situação foi diferente. As Assembleias Gerais do clube, segundo o seu Presidente, foram negativas. Os próprios sócios não apareciam, daí, eu já estar consciente que seria difícil a participação no campeonato”, afirmou.

“A Divisão de Honra este ano pode ter 6 ou 7 equipas a lutar pelo título” 

Em relação às expectativas para a nova época desportiva, Costa Pereira, refere que o Campeonato da Divisão de Honra vai ser muito competitivo onde 6 ou 7 clubes podem discutir o título. ” Estou convicto que temos um leque de clubes com planteis bastante equilibrados, o que se perspectiva à partida também um campeonato equilibrado. Podemos, ter na luta pela subida, 6 ou 7 clubes, para ocupar a vaga no Campeonato Nacional de Seniores. Estou convicto, que se o campeonato for animado, podem também serem geradas mais receitas para os clubes, e isso é efectivamente mais benéfico para a saúde financeira da região”, atirou.

“Sou contra o modelo do Campeonato Nacional de Seniores”

Contudo, sobre o modelo do Campeonato Nacional de Seniores (CNS), o Presidente da Associação de Futebol de Vila Real deixa criticas à forma como esta competição é estrutura, referindo mesmo que é contra o próprio modelo desenvolvido pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). ” Sou claramente contra o modelo do CNS. Um dirigente desportivo da nossa Associação chegou mesmo apelida-lo como o campeonato não profissional, mais longo do Mundo, o que eu concordo. Depois, num Campeonato Nacional, clubes que se defrontam 4 vezes na mesma temporada, não é o melhor sistema. Com a quantidade  de clubes que existem no CNS, não há no meu entender essa necessidade. Penso, que o mais correcto seria cada serie ter mais clubes, definindo-se logo à partida quais seriam os clubes que subiam e os que desciam, e assim teríamos uma prova onde a regularidade seria premiada”, mencionou.

“O arbitro Rui Silva foi prejudicado”

Todavia, Costa Pereira, também abordou o tema da arbitragem mencionando que o arbitro Rui Silva foi prejudicado relativamente à descida da primeira categoria.  “No meu entender o Rui Silva foi prejudicado. Não sei o que se passou concretamente, mas vejo que não foi colocado no mesmo plano que os outros árbitros. Porque senão, ter-lhe-iam atribuído um jogo de nível superior, que evitava que ele descesse de divisão. Bastava só um jogo. As minhas preocupações, foram transmitidas ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, mas onde, curiosamente ainda aguardo resposta”, afirmou.

“O policiamento deixou de ser obrigatório” 

Por último, questionado sobre a nova forma de requisição de policiamento por parte dos clubes, o dirigente desportivo informou que à partir deste momento o policiamento deixou de ser obrigatório, o que possibilita um redução de custos por parte das equipas. “Neste momento, o policiamento deixou de ser obrigatório, o que pode trazer para os clubes uma diminuição de custos. No entanto, será obrigatório que as equipas se responsabilizem por essa mesma segurança. Através dos seus elementos ou recorrendo a empresas de segurança privada, os denominados ARD.  Isto no caso de preferirem excluir o policiamento”, finalizou.

Luís Miguel Roçadas 

 

 

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