Campeonato de Chegas de Bois de Raça Barrosã

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ChegasPresidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, esteve presente no sorteio do Campeonato de Chegas de Bois de Raça Barrosã 2014

Foi realizado, no salão nobre da Câmara Municipal de Montalegre, o sorteio do próximo campeonato de chegas de bois de raça barrosã. O torneio tem início a 9 de Junho, feriado municipal, e termina a 14 de Agosto. Pelo meio, 12 bois tentam dar grandes espetáculos de um evento patrocinado pela Câmara de Montalegre.

O município de Montalegre decidiu reforçar o apoio financeiro à Associação Etnográfica “O Boi do Povo”, organizadora do campeonato de chegas de bois de raça barrosã. Uma decisão que muito agradou ao presidente da coletividade, Nuno Duarte, que valorizou o empenho da autarquia na dinamização de uma tradição que é um verdadeiro emblema do concelho: «a Câmara de Montalegre portou-se muito bem connosco. Aumentou o patrocínio em mil euros. É muito bom».

CÂMARA REFORÇA APOIO

Nuno Duarte lembra que as contas da associação foram estão negativas e explica porquê: «o ano passado, quando fizemos o relatório das contas, deu prejuízo porque ariscamos muito nos bois cruzados. Em termos de fama, tivemos os melhores bois do concelho, mas o dinheiro foi muito e não correu tão bem como nós esperávamos. Este ano vamos trabalhar de uma outra maneira e, de certeza, que já vamos ter algum lucro».

AUTARQUIA EXIGE ATITUDE SÉRIA

Com o apoio à Associação Etnográfica “O Boi do Povo” «ligeiramente reforçado», a Câmara de Montalegre quer que este evento vá «ao encontro de um desígnio estabelecido há muitos anos para o território e que envolveu as figuras mais proeminentes, como os saudosos padre João Carvalho e o Fernando do Barracão, recentemente falecido e cuja falta já começamos a sentir», destaca o presidente Orlando Alves. O autarca acrescenta: «o que se exige e o que esperamos é que vale a pena ter uma postura séria e vale a pena começar a treinar os animais para que eles possam ser bons lutadores». Orlando Alves lembra que «a chega de bois é uma atração, uma atividade cultural importante que tem que ser transformada numa oportunidade de negócio». Todavia, reforça, «o negócio não pode ser só direcionado para os donos dos bois, tem que ser consequente à chega». Para tal, conclui «espero que seja feita uma calibragem séria, bem pensada, com a consciência que estamos a promover o território».

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