Pêquêpê: Um nome para a eternidade

Uma figura incontornável do automobilismo nacional que nos deixou demasiado cedo. Pedro Queiroz Pereira, conhecido nas pistas como Pêquêpê, deixou-nos com 69 anos.

Iniciou a sua carreira no automobilismo no Brasil. Para a história fica uma prova de Stock Car, onde corajosamente apostou em pneus slicks, numa pista ainda molhada de onde saiu
vitorioso, provocando espanto de Ayrton Senna que na altura era comentador da prova, dando início a uma grande amizade.

Em Portugal destacou-se pelos campeonatos conquistados em 87 e 88 no Grupo Turismo, os anos que coincidiram com a chegada os BMW M3 para Jorge Petiz e o próprio Pêquêpê, que já tinha participado na prova do Europeu de Turismo no Estoril em 87 (repetiu a presença em 88), tendo abandonado em 4º lugar.

Foi um empresário de sucesso, um dos mais bem-sucedidos do país, algo que certamente
transportou das pistas para os negócios. A forma metódica como preparava as provas fez dele uma das referências a nível nacional.

Ficou indelevelmente ligado à história do Circuito de Vila Real pelas excelentes prestações e
pelas grandes lutas em pista, especialmente com Manuel Fernandes.

José Silva, Presidente da Associação Promotora do Circuito Internacional de Vila Real (APCIVR) lamenta a perda de tão ilustre figura:

“A APCIVR envia as mais sinceras condolências à família, amigos e próximos de Pedro Queiroz Pereira. O Pêquêpê era sinónimo de talento, qualidade e irreverência em pista. São muitas as passagens de Pêquêpê por Vila Real, o que faz dele uma referência para todos os amantes do nosso circuito e do desporto motorizado em geral. A história do Circuito Internacional de Vila Real ficaria mais pobre sem Pêquêpê e é um privilégio poder ter o seu nome associado ao nosso.

Em 2019 organizaremos a 50ª edição do Circuito Internacional de Vila Real, e como não
poderia deixar de ser, faremos a devida homenagem ao grande piloto e ao grande homem que nos deixou de forma precoce. O CIVR orgulha-se de ter na sua história talentos como o de Pêquêpê e é nosso dever fazer com os seus feitos sejam relembrados. Assim, num evento muito especial para nós, relembraremos os feitos de um piloto especial.”

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