AFVR: Os motivos da mudança

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António José Marques venceu as eleições para Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), com um resultado esclarecedor, e a promessa de uma nova linha de pensamento sobre o futebol e futsal distrital. Contudo, é preciso olhar com atenção para o resultado final do sufrágio (Costa Pereira 15 votos, António José Marques 32 votos), e perceber o que motivou um desnível tão grande entre as duas candidaturas.

Os motivos

Focando  análise em três factores: redução de custos, descontentamento com a anterior direcção, e o acreditar num novo projecto, os clubes da AFVR manifestaram-se no passado dia 27, e certamente tiveram em atenção estes motivos. Por isso, é preciso percebê-los. De facto, a conjuntura económica que atravessamos tem sido difícil e complicada para a sobrevivência de muitos emblemas, e o aspecto do alívio da carga financeira esteve no manual da candidatura de António Marques, e foi uma situação que os clubes tiveram em conta. Por outro lado, é notório um enorme descontentamento já evidenciado por alguns emblemas contra a direcção de Costa Pereira, onde mencionavam que o dirigente se tinha acomodado ao cargo. Daí, ser preciso uma mudança de pessoas nos órgãos directivos, mas mais do que isso uma alteração de mentalidade, e de pensamento face aos problemas que os clubes vivem diariamente. Seguindo esta lógica, a candidatura apresentada por António Marques foi efectivamente aquela que mais preencheu os requisitos dos clubes da Associação de Futebol de Vila Real. O incutir de um novo projecto, com iniciativas e propostas fez com que muitos emblemas se revissem numa dinâmica desportiva que, o agora novo presidente quer implementar.

As promessas

A tomada de posse dos novos corpos sociais da AFVR ainda não foi agendada, mas no decorrer da sua campanha António José Marques deixou presente quatro promessas que quer cumprir: uma maior proximidade entre Associação de Futebol e clubes, alteração dos quadros competitivos com o objectivo de aumentar a competitividade, reivindicações que tem de ser feitas junto da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e o alcançar de um compromisso com parceiros que queiram crescer em parceria de colaboração com a AFVR. O novo Presidente da Associação de Futebol, já demonstrou que vai procurar ter uma rotura com o passado, pretendendo ter uma visão de futuro e modernização nas modalidades de futsal e futebol. O anterior dirigente, Costa Pereira, teve um legado de 12 anos (3 mandatos) à frente da associação, mas não conseguiu obter o apoio suficiente para vencer a lista de António Marques.

Este sufrágio ficou marcado pelo dado estatístico de ter sido o único na AFVR desde que à memória, que contou com a apresentação de duas candidaturas, bem como o dinamismo que teve na estrutura dos clubes, sendo um dos temas de debate entre às várias colectividades.

Salientar por fim, as propostas e iniciativas que ambos os candidatos apresentaram nas suas entrevistas aos órgãos de comunicação social, o que possibilitou uma maior clarividência dos seus projectos perante a opinião pública.

Luís Miguel Roçadas

 

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