O jogo de todas as incidências…
Sangue, suor e… lágrimas depois de uma vitória, à muito, procurada mas difícil de arrancar, valorizada por adversário que nunca virou a cara à luta…
Tarde de muito sol, bom tempo, bom relvado, enfim tudo positivo, preparando um jogo que se esperava bem aberto, com muitos golos e bom futebol.
Contrariando esta ideia, os primeiros 20 minutos foram disputados em ritmo baixo, de estudo de ambas as partes, e as balizas estiveram bem tranquilas neste período.
A partir dos 20 minutos, os donos da casa assumiram o favoritismo e a posse de bola, remetendo a equipa contrária para a sua intermediária. Ressalve-se neste caso, o posicionamento defensivo dos homens de Rui Fernandes que arriscavam muitas vezes numa defesa em linha, bem sincronizada nos primeiros momentos, deixando, algumas vezes, os atacantes contrários em fora-de-jogo. No entanto, nada é infalível, e foram algumas as vezes que, principalmente, Diogo Jerónimo conseguiu surgir em posição de poder abrir o marcador, enfrentando um último obstáculo difícil de abater, o guardião Tiago, que realizou nesse período 3 ou 4 boas intervenções, negando o golo ao atacante contrário.
Nas jogadas de um-para-um, Diogo Jerónimo perdeu sempre contra o guardião contrário e foi preciso vir um reforço ofensivo de Biscoito para abrir o resultado da partida, aos 35 minutos, a concluir uma assistência perfeita.
Depois do golo, os fontelenses sentiram que a sua missão ficaria mais facilitada e que estavam preparados para a reação contrária.
No período de descanso, realce para a homenagem prestada pela direção do clube duriense ao seu escalão de iniciados, apurados que estão para a fase final de apuramento de campeão, onde vão lutar pelo melhor lugar possível.
O intervalo traria um reinício muito idêntico ao que se havia passado nos últimos 25 minutos da primeira metade. Aos 50 minutos, um ponto de interrogação forte nesta partida, quando num lance, que aparentava, alguma normalidade, saiu do bolso do árbitro o cartão vermelho, exibido por 3 vezes, ao que nos pareceu, sem confirmar, por bocas à arbitragem, abstendo-nos de comentar a situação.
Com o jogo interrompido durante cerca de 5 minutos, via-se que o reinicio depois da paragem poderia ser perigoso pelas possíveis desconcentrações, inerentes a esta situação. E, assim, foi, qual mau presságio, a defensiva desconcentrou-se, falhou, e Chaves não pediu licença a ninguém para “fuzilar” António Augusto, até ali um perfeito espectador do jogo.
Com menos 2 unidades no terreno de jogo, e logo após a obtenção da igualdade, os visitantes recuaram linhas, apostando somente no contra-ataque, assim a velocidade atacante e a defensiva o permitisse.
A tentação do jogo direto pairava no ar, mas as ordens vindas do banco assim o contrariavam. Os fontelenses andaram amorfos, adormecidos, entorpecidos, à procura de resolver, de alguma forma, um nó que se adivinhava difícil de desatar. Permitam o destaque individual, neste período, para Paiva que, ficando, quase, sozinho na missão de transportar o jogo da defensiva para o ataque, foi sempre o mais motivado para o fazer.
Uma nota neste período para a, aparentemente, muito grave lesão de Álvaro, aos 77 minutos, que valeria nova paragem temporal para assistência médica e evacuação hospitalar do atleta. Mas seria, após esta interrupção, que fontelenses, com 10 minutos de compensação dados pela arbitragem, que regressariam mais coesos e, enfim, conseguiriam obter o tão desejado golo da vitória, mercê da persistência, e sorte, de Paiva que ao explorar um cruzamento para a grande área, lhe saiu tão perfeito que caiu… dentro das redes contrárias, muito facilitada pela má intervenção de Tiago.
É costume dizer-se que a sorte protege os audazes e hoje foi um desses exemplos para os pupilos de Bruno Carvalhosa, a sós no banco de suplentes com a ausência de Paulo Ferreira por castigo.
Ao Sabroso nada se pode apontar a não ser a falta de sorte de nos momentos finais não conseguir segurar a igualdade.
A arbitragem de Sérgio Jesus revelou muita segurança ao longo de todo o jogo, salvaguardando-se o momento das expulsões para o qual não conseguimos definir razão por estarmos do lado de fora das 4 linhas.

Texto: Nuno Correia

Foto: José Sousa

 

CAMPO: Estádio Municipal Artur Vasques Osório, em Peso da Régua

ÁRBITRO: Sérgio Jesus
Auxiliado por: Nuno Pereira e Luís Matos
FC FONTELAS: António Augusto; Hugo Ermida, Nuno Velho, Dany e Bruno Guedes; Flávio (Zé Roberto, 48’), Biscoito, Paiva e João Pedro (Tiago Carvalho, 67’); Paulo (João Pascoal, 90’) e Diogo Jerónimo

Treinador: Bruno Carvalhosa
Cartões Amarelos:

SABROSO SC: Tiago; Marco, Pio, Fifi e Eduardo (Marcelo, 46’)); Magno, Álvaro (Paulinho, 77’), Dani e Duarte; Freitas e Chaves (Cardoso, 69’)

Treinador: Rui Fernandes

Cartões Amarelos: Pio (8’), Marco (24’), Fifi (49’), Dani (49’) , Bruno Guedes (66’), Paiva (68’), Cardoso (88’) e Diogo Jerónimo (90+6’)

Cartões Vermelhos: Fifi (50’), Toni (50’) e Marco (50’)
GOLOS: 1-0, Biscoito (35’); 1-1, Chaves (61’); 2-1, Paiva (90+3’)

 

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Comentário

4 COMENTÁRIOS

  1. È assim, ou os jogadores foram expulsos por falta grave, agressão ou então por bocas ao árbitro. De certeza que não foi porque lhe apeteceu. O jornalista não precisa de inventar, apenas dizer o que viu. Não precisa de ler o relatório do arbitro para saber o que se passou nem precisa de perceber muito de futebol. Se calhar o árbitro é maluco e apeteceu-lhe expulsar. Tenham juizo. Ninguem coloca em causa os 10 minutos de desconto, Apenas a interpretação em relação á arbitragem. Dizer que não conseguimos definir razão por estarmos do lado de fora das 4 linhas e no minimo…caricato ó byte fu…

  2. Mais uma vez se comprova..

    Ganharam.. e a arbitragem ja foi segura..

    Sao uma anedota…

  3. Para alguns sábios que têm por habito mandar aqui comentariose que têm como principal emprego botar abaixo porque é facil dizer mal do fontelas segue aqui alguma informação, porque o ódio é tanto que destilam o veneno sem conhecer factos.
    O Fontelas queixa-se dos arbitros e no caso da semana passada, num jogo que até empatou, portanto não é por perder que se queixam.
    O jogo ontem teve 10 minutos de desconto, mas até devia ter mais porque quando foram os jogadores expulsos e quando teve de ser evacuado um jogador pelo INEM e depois do 1-1 pelo antijogo do sabroso mais tempo deveria ter sido dado.
    O golo da vitória foi aos 90+3 e o jogo acabou aos 90+10.
    O arbitro de ontem já arbitrou o fontelas num jogo em que o fontelas contra o regua perdeu 2-1 e acabou com 9 jogadores, não acontece só ao sabroso acabar com 9.
    O jornalista que fez a cronica ao contrario de outros que dentro das cabinas de imprensa perfeitamente isoladas do som ambiente ouvem tudo e mais alguma coisa, pelo que leio no texto, do lado de fora do campo e do lado contrario ao ocorrido refere que se abstem de comentar porque não terá ouvido e nem se atreveu sequer a inventar…
    Ora ora, só apetece mesmo dizer byte fu…

  4. “A arbitragem de Sérgio Jesus revelou muita segurança ao longo de todo o jogo, salvaguardando-se o momento das expulsões para o qual não conseguimos definir razão por estarmos do lado de fora das 4 linhas.”

    Anedóticos estes do Fontelas. Reclamaram da arbitragem, vetaram árbitros e quando ganham a arbitragem revelou segurança e não conseguem defenir razões para as 3 expulsões. Ridiculo. Se fosse ao contrário, diziam que o arbitro os insultou, que os roubou, que os espuliou, etc… enfim. Mais valiam estar calados e nem comentarem a arbitragem para não cairem no ridiculo.

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